Trilhas, cachoeiras, rios e mares: cuidados que você precisa tomar para curtir o verão

Verão, sol, calor e férias. As praias, trilhas em mata, cachoeiras e rios da exuberante Minas Gerais são cenários bem convidativos para este momento. O Estado conta com 45 circuitos turísticos certificados, envolvendo todas as regiões de Minas Gerais e aproximadamente 460 municípios regionalizados.

Eleito pela publicação DataFolha, o Estado foi escolhido, em 2016, como “Melhor Destino Histórico” e “Melhor Destino para Férias em Família”. No melhor destino turístico histórico indicado para quem deseja aproveitar as férias e conhecer sobre a história o importante é ficar atento a alguns cuidados para aproveitar cada passeio com segurança.

A pergunta é: como evitar acidentes durante esses passeios e como proceder caso aconteça alguma coisa? O Corpo de Bombeiros Militar de Minas Gerais, treinados para agir em situações como estas, assim pudemos entender como proceder em cada situação de risco ou perigo.

Veja as dicas:

  1. Cuidado com o nível dos rios. No verão, especialmente quando faz sol e muito calor durante o dia, geralmente chove muito à tarde ou à noite, dependendo da região. Normalmente o volume de água dos rios fica mais alto e aumenta também os riscos de afogamento. A correnteza fica mais forte e qualquer descuido ela leva você com ela;
  2. Seguro morreu de velho. Mesmo que você esteja “careca” de conhecer o local, verifique a profundidade antes de mergulhar. As águas se movimentam o tempo todo e, com elas, as pedras, os troncos de árvores e a terra no fundo do rio;
  3. Muito cuidado com as pedras. O fato delas estarem secas não quer dizer que não estão escorregadias. Por onde passa a água deixa limo e, mesmo que imperceptível algumas vezes, ele está lá e é perigoso. O risco de levar um escorregão nesses locais é muito, super, hiper, extra grande. Fique de olho especialmente nas pedras que possuem uma “sujeira” preta, pois escorregam como sabão.
  4. Se vai com família, nunca deixe as crianças sozinhas. Elas geralmente são aventureiras, curiosas e não têm dimensão dos perigos. Não tire os olhos delas;
  5. Cuidado com os chinelos e sandálias de dedo. São um perigo, escorregam nas pedras pois não dão firmeza nenhuma aos pés e podem aprontar um tombo de uma hora para outra, além de agarrarem na lama. Prefira sandálias específicas para caminhadas e trekking nas montanhas;
  6. Nas áreas mais difíceis de atravessar, não arrisque pulos e, se possível, caminhe usando as mãos também. Em alguns momentos, andar de quatro garante a passagem segura. Antes de dar um passo, teste se está seguro antes de colocar seu peso todo sobre o apoio – seja uma pedra, um tronco, um galho;
  7. Jamais atravesse uma corredeira. Ela pode parecer fraquinha, mas a água tem muita força sempre e as pedras submersas são extremamente escorregadias. Sem equilíbrio você não tem chance alguma. Em último caso, o auxílio de uma corda é imprescindível;
  8. Cuidado com as águas muito geladas que podem dar câimbra nas pernas imediatamente. Quando o poço é fundo e não dá pé o risco aumenta pela ansiedade causada;
  9. Cuidado com as famosas “cabeças-d’água”. Mesmo com dia lindo elas podem chegar ao local onde você está, vindas de outras regiões onde caiu chuva pesada;
  10. Não use bebida alcoólica ou qualquer outra substância entorpecente. Você precisa estar no melhor do seu juízo para tomar decisões acertadas, medir seus passos com precisão e controlar bem seu corpo;
  11. Não participe ou promova brincadeiras de empurrar ou dar tombo em colegas. Deixe as brincadeiras para outra hora em que a vida de ninguém esteja em risco. Faça brincadeiras saudáveis e divirta-se com responsabilidade, sempre respeitando o outro;
  12. Use roupa de banho e leve toalhas para se secar. As águas de cachoeiras são geralmente muito geladas e podem trazer um resfriado. Levar uma peça de roupa extra também é uma boa pedida, já que voltar pra casa com roupa molhada é sinônimo de ficar doente e cheio de assaduras.

Resgates 

Um dos problemas típicos e riscos que trazem estes locais envolveu a vida de Thais Mota quando a carioca veio conhecer as belezas de Minas Gerais, um pequeno descuido quase levou a jovem de 27 anos.

Ela visitava o Parque Estadual do Ibitipoca, em um local conhecido como “Janela do Céu” quando caiu ao pedir que uma amiga a fotografasse. Ela escorregou nas pedras e caiu de uma altura de 35 metros.

Thaís foi resgatada pelo Corpo de Bombeiros, com apoio da Polícia Militar de Minas Gerais (PMMG) e o helicóptero da corporação. O capitão Acácio Tristão Gouvêa, do 4º Batalhão de Bombeiros Militar em Juiz de Fora, foi o socorrista à frente do resgate da jovem e complementa as observações para a segurança dos viajantes durante as férias.

Segundo o capitão, as principais características destes locais que trazem riscos aos frequentadores e turistas “normalmente são locais de grande beleza e que geram um fascínio nos frequentadores, visitantes e turistas, sendo assim, devido a esse encantamento as pessoas descuidam dos princípios de segurança e acaba ocorrendo os acidentes”, observa.

Associado a isso, continua, “as características físicas dos locais, que apresentam pedras escorregadias, lodo, musgos, a própria força da água e da correnteza, a altura, o difícil acesso, além da busca por ‘adrenalina’ e fortes emoções que tomam conta de algumas pessoas, concluí.

Em caso de acidentes, segundo orientações gerais do Corpo de Bombeiros, os frequentadores devem sempre deve tentar, primeiramente, o contato através do telefone 193 – Emergência dos Bombeiros. Caso não seja possível, procure um ponto onde haja sinal.

Por isso, outro fator de grande importância para a seguranças dos turistas é o planejamento e buscar todas as informações sobre a aventura com antecedência e informar um familiar ou amigo que está indo viajar e, sobretudo, se há algum serviço de emergência no local.

*Com informações da Agência Minas.

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