Seminário aponta cadeia produtiva do turismo como propulsora para o desenvolvimento econômico

Com a participação de vários atores da cadeia produtiva do turismo, a Associação Comercial, Industrial, de Serviços e Agropecuária de Itabira (Acita) realizou na noite de terça-feira, 28 de março, o 1º Seminário WIN Indústria Criativa. Durante o encontro foram apresentados cases de sucesso com experiências de outras cidades e painéis com a participação de itabiranos atuantes no setor.

Com o tema “Estruturando a Cadeia Produtiva do Turismo em Itabira”, o seminário mostrou como a cidade pode desenvolver o segmento do turismo e aprimorar projetos e eventos voltados para o setor. Eugênio Müller, Presidente da Acita, ressaltou Itabira como uma cidade diversa e com capacidade de trabalhar o turismo em vários segmentos como: cultural, religioso, ecológico e de eventos. Segundo ele, o crescimento do turismo pode ser uma oportunidade para diversificação econômica do município.

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Para Eugênio Muller, presidente da Acita, o turismo é uma opção para a diversificação econômica de Itabira.

A analista técnica do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), Luciana Teixeira, que atua com gestão de projetos voltados para o turismo em Diamantina, apresentou a história da Vesperata, evento cultural daquela cidade. Segundo ela, o sucesso do evento não aconteceu por acaso, mas, agora, precisa ser adaptado às exigências da última década. “Para pensar um evento e dinamizar o turismo é preciso conhecer o exemplo de outras cidades, até para não cair nos mesmos erros”, afirmou.

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Luciana Teixeira acredita que é necessário conhecer o exemplo de sucesso de outras cidades para desenvolver bons projetos turísticos.

Outro case apresentado foi a Feira Literária de São João Del Rei e Tiradentes (FELIT), que está na 11ª edição, e é realizado com uma programação intensa que envolve toda a comunidade em diversas ações: mesas redondas, exposições e intervenções literárias. O projeto é uma inciativa dos empresários Lúcio Teixeira e Adenor Simões e, a cada ano, presta homenagem a um grande escritor. Já foram homenageados Ariano Suassuna, Ignácio de Loyola Brandão, Ferreira Goulart, dentre outros.

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Lúcio Teixeira defende que a participação da comunidade é essencial para qualquer projeto.

Lúcio Teixeira contou que o evento já passou por muitas dificuldades, como a captação de recursos. “O trabalho com crianças na oficina de formação de jovens autores trouxe a comunidade para dentro do projeto”, afirmou. Ele apresentou, ainda, várias formas de envolver a população local e como esse relacionamento pode fazer com que o projeto ganhe novas proporções.

Debates

O evento também contou com mesas de discussão. O primeiro painel, em que se discutiu a importância dos eventos culturais na promoção do turismo, teve a participação de Ana Maria Lima, diretora do Museu do Tropeiro de Ipoema; Walde Andrade, representante da Associação dos Amigos do Centro (Amacentro); e da superintendente da Fundação Cultural Carlos Drummond de Andrade (FCCDA), Martha Mouzinho. A jornalista e empresária Kelly Eleto mediou a conversa.

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A cultura como instrumento turístico foi tema dos dois painéis de discussão.

Depois, o segundo painel abordou a obra do poeta itabirano Carlos Drummond de Andrade e as possibilidade de sua utilização em projetos e iniciativas turísticas. A discussão teve a participação da escritora e estudiosa da obra de Drummond, Leda Lage; da representante do Memorial Carlos Drummond de Andrade, Solange Duarte; e, novamente, Martha Mousinho, da FCCDA.

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