Parques estaduais promovem o contato com a natureza e a história

Atualmente, Minas Gerais possui quase 100 unidades de conservação, de todas as categorias, distribuídas por todo o estado

As férias de verão têm nos parques e monumentos naturais gerenciados pelo Instituto Estadual de Florestas (IEF) espaços ideais para os amantes da natureza passarem momentos de lazer e conhecerem as riquezas que as reservas ambientais proporcionam. São cachoeiras, mirantes naturais, grutas, trilhas, passeios de barco, observação de aves e uma série de atividades que podem ser praticadas por pessoas de todas as idades.

Atualmente, Minas Gerais possui quase 100 unidades de conservação, de todas as categorias, distribuídas por todo o estado, que garantem a conservação de cerca de 2 milhões de hectares de terras nos biomas Mata Atlântica, Cerrado e Caatinga.

Uma delas é o Parque Estadual do Sumidouro, localizado em Lagoa Santa e Pedro Leopoldo, que além das belezas naturais está com uma programação especial voltada para os visitantes neste mês de janeiro. Serão realizadas oficinas com materiais recicláveis e sementes, exibição de filmes com temática ambiental e atividades de paleontologia, para crianças.

A programação é gratuita e está marcada para ocorrer entre 17 e 20 de janeiro, na Casa Fernão Dias e no Museu Peter Lund. O visitante que for ao Parque Estadual do Sumidouro poderá conhecer ainda a Gruta da Lapinha e a Lapa do Sumidouro, dentre outras atrações. A unidade de conservação é também muito procurada para a prática de escalada. Mais informações sobre a programação de férias no Sumidouro podem ser obtidas pelo telefone (31) 3689-8592.

Ainda na Região Metropolitana de Belo Horizonte (RMBH), três outras Unidades de Conservação (UCs) administradas pelo Governo de Minas Gerais têm estruturas para receber visitantes interessados nos passeios voltados para a natureza. O primeiro deles é o Parque Estadual da Serra do Rola-Moça, no Vetor Sul da capital, que também tem áreas nos municípios de Nova Lima, Ibirité e Brumadinho. Ele é o terceiro maior parque em área urbana do país e abriga alguns dos mananciais que abastecem a capital.

A Serra do Rola-Moça está localizada em área de transição entre a Mata Atlântica e Cerrado e abriga espécies raras da fauna e da flora característicos de ambos os biomas. Os mirantes são muito procurados pelos visitantes em busca das belas paisagens da capital mineira.

No Vetor Norte de Belo Horizonte está o segundo: o Parque Estadual Serra Verde, “colado” na Cidade Administrativa de Minas Gerais. A área conserva um importante remanescente de área verde que contribui para o lazer, a cultura, o turismo, a educação ambiental e a melhoria de qualidade de vida. A gerência da unidade de conservação desenvolve um programa de educação ambiental que inclui Trilhas Interpretativas, nas quais os participantes têm contato com a biodiversidade do local.

Fechando o trio de UCs da RMBH, em Caeté, a 50 quilômetros de Belo Horizonte, está o Monumento Natural da Serra da Piedade que é a unidade de conservação estadual mais visitada de Minas Gerais. O local é administrado em conjunto pelo IEF e pela Igreja Católica, que há cerca de 250 anos mantém um Santuário no local.

Grutas

A Rota Peter Lund é uma ótima dica para os apreciadores de história, espeleologia e da natureza. Alusiva ao pesquisador dinamarquês Peter Wilhelm Lund, que realizou seu trabalho em Minas Gerais na primeira metade do século XIX, ela se estende pelo Parque Estadual do Sumidouro e pelos Monumentos Naturais Gruta Rei do Mato e Peter Lund.

Já a Gruta Rei do Mato, em Sete Lagoas, é uma das 50 maiores cavernas de Minas Gerais, de acordo com a Sociedade Brasileira de Espeleologia. Possui 998 metros de extensão, dos quais 220 metros estão abertos à visitação pública. São quatro salões com pinturas rupestres de aproximadamente 6 mil anos. As formações calcárias da caverna são raras no mundo. Lá, além das pinturas, foram encontradas ferramentas indígenas petrificadas.

Outra atração é a Gruta de Maquiné, no Monumento Natural Peter Lund, localizada no município de Cordisburgo, terra do escritor Guimarães Rosa (1908-1967). A caverna de 650 metros de extensão é composta por sete salões. Um túnel eletrônico leva o visitante a modernos painéis, vídeos e instalações interativas com curiosidades sobre o local. Réplicas de fósseis e de ossadas de animais podem ser encontradas. Em Cordisburgo, também é possível visitar o Museu Casa Guimarães Rosa.

Um dos destinos mais famosos do Estado é o Parque Estadual do Ibitipoca, localizado nos municípios de Lima Duarte e Santa Rita do Ibitipoca, na Zona da Mata Mineira. Local de atrações como a Janela do Céu, a Ponte de Pedra, Pico do Pião e a Gruta dos Três Arcos, o Parque possui área de camping, alojamentos e uma infraestrutura que o levaram a ser eleito como 3º melhor parque da América Latina pelo prêmio Traveller´s Choices, em 2013.

Ainda na Zona da Mata, o Parque Estadual da Serra do Brigadeiro preserva belas áreas onde predominam a Mata Atlântica, montanhas e vales, além de diversos cursos d’água que integram as bacias dos rios Paraíba do Sul e Doce. A unidade de conservação se estende por oito municípios, entre eles Araponga e Fervedouro, e possui picos e mirantes muito visitados.

Diamantina

Muito próximo à cidade histórica de Diamantina, na Região do Alto Jequitinhonha, o Parque Estadual do Biribiri é excelente opção para quem quer conciliar a observação da riqueza do município com a natureza. A unidade de conservação protege uma vegetação nativa composta por Cerrado, Campos Rupestres e Matas de Galeria e ainda diversas cachoeiras.

Já o Parque Estadual do Rio Preto possui uma infraestrutura completa para a visitação, sendo possível acampar ou alugar um dos alojamentos disponíveis. As paisagens são variadas: cachoeiras com grandes poços, corredeiras, praias de areia fina e branca. Da mesma forma, as atividades são inúmeras com graus de dificuldade variados, permitindo que pessoas de todas as idades possam visitar o local. A unidade está localizada no município de São Gonçalo do Rio Preto, a 53 quilômetros de Diamantina.

Mata Atlântica

O Parque Estadual do Rio Doce, localizado no Leste mineiro, é a unidade de conservação mais antiga criada em Minas Gerais (1944). A área não foi afetada pelo rompimento da Barragem de Fundão, em Mariana, ocorrida em 2015, que atingiu o Rio Doce e mantém a exuberância de ser a maior área de Mata Atlântica contínua do Estado e de abrigar um sistema lacustre, com cerca de 40 lagoas.

No local é possível encontrar espécies raras da fauna e da flora típicos da Mata Atlântica, conhecer o trabalho realizado no viveiro de mudas, além de desfrutar das belezas proporcionadas pela natureza nas trilhas em meio à mata e às margens da Lagoa Dom Helvécio. O visitante tem à sua disposição área de camping, alojamentos, área com churrasqueiras e outras facilidades.

Também em meio à Mata Atlântica, só que no Sul do Estado, na cidade de Lambari, está o Parque Estadual de Nova Baden. A unidade tem sua sede na fazenda do alemão Américo Werneck, figura histórica importante na região, e que foi construída no século 19 e reformada em 2017. O Parque Estadual Nova Baden abriga diversos cursos d´água, com destaque para a cachoeira Sete Quedas.

Já o Parque Estadual do Itacolomi, em Ouro Preto e Mariana, na região do Quadrilátero Ferrífero, também protege importantes remanescentes de Mata Atlântica em suas terras, além de valioso patrimônio histórico. Na unidade de conservação podem ser encontrados registros de duas épocas da ocupação de Minas Gerais. No final do século 18, o Pico do Itacolomi serviu como ponto de referência, para que as expedições chegassem ao local.

O bandeirante paulista Antônio Dias foi um dos primeiros a chegar ao local e a Casa do Bandeirista é o Centro de Visitantes do Parque, construída entre 1706 e 1708, é uma das três amostras da arquitetura paulista em Minas Gerais. O local tornou-se a Fazenda do Manso que, na primeira metade do século 20, tornou-se polo de produção de chá. O Museu do Chá abriga o maquinário alemão usado no beneficiamento da especiaria. O chá era colhido nas lavouras da fazenda.

Próximo a Belo Horizonte, o Parque Estadual Mata do Limoeiro está localizado na Serra do Espinhaço, a cerca de sete quilômetros do Parque Nacional da Serra do Cipó, no município de Itabira, distrito de Ipoema. Também situado numa área de transição de Mata Atlântica e Cerrado, a unidade de conservação abriga atrativos turísticos, com destaque para as cachoeiras Três Quedas, Paredão, Gabriel e Lagoa do Limoeiro, além de corredeiras, mirantes e grutas.

Também na Serra do Espinhaço, o Parque Estadual da Serra do Intendente abriga a imponente cachoeira de Tabuleiro com seus 273 metros, sendo a maior de Minas Gerais. Recentemente, o atrativo e a cachoeira Rabo de Cavalo ganharam nova sinalização e estruturas de acesso, como escadas e pontes, que facilitam a chegada dos visitantes.

No Triângulo Mineiro, o Parque Estadual do Pau Furado proporciona aos moradores de Araguari e Uberlândia espaços de contato com o Cerrado. A unidade realiza trilhas guiadas com alunos de escolas das cidades que podem conhecer um pouco da biodiversidade da área, além de ter contato com a importância de proteger a natureza.

Para conhecer mais sobre cada uma das unidades de conservação de Minas Gerais, bem como a respeito de informações sobre como chegar e os cuidados que devem ser observados antes de viajar, consulte a seção de áreas protegidas, no site do IEF.

*Com informações da Agência Minas.

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