As mineiras Tiradentes e Camanducaia chegam ao topo do ranking do turismo nacional. Itabira aparece apenas na categoria C

Tiradentes e Camanducaia (onde fica o distrito de Monte Verde), em Minas Gerais, atingiram o topo do ranking do turismo nacional. É o que diz a nova categorização do Ministério do Turismo, divulgada no início de fevereiro, que identifica o desempenho da economia do setor nos municípios que constam no Mapa do Turismo Brasileiro.

O crescimento no número de empregos formais no setor de hospedagem, bem como dos estabelecimentos formais de hospedagem, e o aumento do fluxo turístico doméstico e internacional, foram determinantes para que os municípios subissem da categoria B, em 2015, para a categoria A.

Em meio à Serra da Mantiqueira, Monte Verde é destino certo para quem busca baixas temperaturas e muitas opções de gastronomia. Já Tiradentes atrai visitantes durante todo o ano que encontram, na cidade de calçamento de pedra, importantes episódios da história do Brasil, gastronomia impecável e vasta agenda cultural, como os festivais de cinema e de gastronomia.

Minas Gerais conta com 555 cidades no Mapa do Turismo Brasileiro, classificadas da seguinte maneira: A (03), B (18), C (80), D (348) e E (106). Além disso, no cenário estadual, Minas Gerais também comemora um crescimento. Em 2016, Minas Gerais possuía 457 municípios regionalizados e em 2017, o número subiu para 601.

Itabira

Com enorme potencial turístico, Itabira aparece apenas na categorização C do Mapa do Turismo Brasileiro. O que demonstra a necessidade de desenvolver políticas públicas mais consistentes para que possa fomentar o setor. O turismo, juntamente com a educação e o comércio, representa a opção mais viável para a diversificação econômica do município e uma alternativa a indústria do minério, que possui grande peso na arrecadação local.

Entre os atrativos existentes em Itabira se destacam a cultura (principalmente com o legado deixado por Carlos Drummond de Andrade e potencial artístico da cidade), o meio ambiente – com suas cachoeiras, trilhas, distritos, fazendas e observação do céu –, e histórico por se tratar de um município tri-centenário.

Porém, a administração pública começa a dar vislumbres de uma preocupação maior com o desenvolvimento do turismo. A criação do Centro de Atendimento ao Turista (CAT), o desenvolvimento de um site dedicado ao setor e a reforma de estruturas importantes, como a Igreja do Rosário, o Museu de Itabira e a Casa de Drummond (esta em fase de licitação ainda) demonstram esse interesse. Mas ainda é pouco diante de todo o potencial turístico existente.

Categorização

A partir de quatro variáveis de desempenho econômico – número de empregos, de estabelecimentos formais no setor de hospedagem, estimativas de fluxo de turistas domésticos e internacionais – os municípios foram divididos por letras, que vão de ‘A’ a ‘E’. De acordo com a nova classificação, houve crescimento da atuação do turismo em 358 municípios brasileiros.

Além disso, 189 cidades subiram da categoria ‘E’ para ‘D’, tornando-as aptas a receber recursos federais para promoção de eventos, por exemplo. Isso porque, segundo portaria 39/2017 do Ministério do Turismo, somente municípios classificados entre ‘A’ e ‘D’ podem pleitear apoio a eventos geradores de fluxo turístico.

De acordo com o Mapa do Turismo Brasileiro, 51 cidades do país alcançaram a classificação A (2,34% do total), 155 a classificação B (7,13% do total), 424 a classificação C (19,5% do total), 1.219 a classificação D (56% do total) e 326 a classificação E (15% do total).

*Com informações da Agência Minas.

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