A juventude millennials e o seu impacto no turismo compartilhado

Do hostel à troca de residência, essa geração nos fez pensar na forma como entregamos os serviços turísticos

Dividir acomodações, trocar experiências, ter contato com a natureza, e optar por uma viagem de ajuda ao próximo. Esses são alguns pontos que unem a maioria do público millennials. A geração consiste nos nascidos entre 1981 e 1995, e após 95 entra a geração Z. O que ambas gerações tem a ver é a conexão digital com a vida real. Isso é trata-se de indivíduos que pesquisam muito na internet sobre tudo, incluindo as viagens que pretendem fazer.

Com isso, novas demandas surgem desse público. “Quanto mais garimpamos, mais encontramos opções e nos tornamos mais exigentes quanto aos serviços que custeamos. Assim, esses jovens e adultos têm mais condições financeiras de gastar em viagens do que as gerações anteriores, mas se tornaram mais analíticos no momento da escolha”, explica a especialista em viagens da Minds Travel, Lorena Peretti.

De acordo com um estudo da Future Foundation feito em 8 países (Austrália, Alemanha, Brasil, China, Coreia do Sul, Estados Unidos, França e Reino Unido), essa geração millennials usa boa parte dos seus recursos financeiros para viajar. Não são pessoas preocupadas no acúmulo de capitais e/ou imóvel. O que a maioria desses indivíduos buscam são experiências únicas. Ou seja, as operadoras de turismo, redes hoteleiras, serviços de A & B (Alimentos e Bebidas), companhias aéreas, entre outras precisam adaptar as suas ofertas e entregá-las de forma personalizada. Além claro de terem a responsabilidade de “lerem”esse perfil millennials.

“Uma das ferramentas que tem ajudado muito o setor turístico a compreender essa geração é o Big Data. Além dele, temos também a análise de dados e outros mecanismos digitais. Isso porque essa geração não se importa em fornecer as suas informações em troca de promoções realmente boas, dicas de destinos e ofertas relevantes”, evidencia Lorena Peretti.

De acordo com o estudo promovido pela Future Foundation, 40% dos millennials disponibilizam os dados de imediato a sites/portais confiáveis de turismo/serviços turísticos.

Ainda segundo a pesquisa da Future Foundation, as redes sociais, principalmente o Instagram, têm grande influência no momento de bater o martelo na escolha do destino. Esses jovens e adultos querem verem e serem vistos. Ou seja, o limite entre mostrar as suas férias e vivê-las é bem tênue. Assim, buscam o que é diferente, autêntico e se puderem são os primeiros a experienciarem situações turísticas novas.

Logo, uma dica relevante para os prestadores de serviços turísticos é investirem em um canal de comunicação 360°. Ou seja, estar presente no smartphone, tablet, venda física, redes sociais e o mais importante responder com qualidade e rapidez a essa geração. As ofertas das viagens têm que estar a um clique de distancia desse consumidor e também nos banners. Não pode nem se limitar a venda/atendimento/suporte online e nem só presencial. A integração desses canais é o que renderá um bom contato com esse nicho.

De acordo com um levantamento feito pela Phocuswright: em 2016, 35% das vendas no turismo foram realizadas no digital. Até 2020, a previsão desse dado é subir para 48%. Os millennials são os principais consumidores online. Segundo o mesmo estudo, 19% da população brasileira, ou 38 milhões de usuários, são dessa geração.

“Que é um mercado aquecido, em potencial e já existente sabemos. O ponto é: estamos preparados para eles? Nós da Minds Travel entendemos esse desafio e buscamos nos superar todos os dias”, finaliza Lorena Peretti.

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