Um novo Vale do Silício?

Em se tratando do tecnologia, é difícil encontrar um lugar que desenvolva tanto e tão rápido quanto as empresas e startups instaladas no Vale do Silício, nos EUA. Mas, por mais incrível e surpreendente que possa parecer, Israel pode se tornar a nova meca dos fissurados por inovação e novas tecnologias.

Muita gente não sabe, mas tecnologias como o Waze, o processador Intel, o Kindle e o PlayStation foram foram desenvolvidas em Israel. Não por acaso, a densidade de startups em território israelense é enorme. Israel tem mais de 6.200 startups, o que equivale a 70 empreendimentos para cada grupo de 100 mil pessoas.

Justamente por ser um país pequeno, com pouquíssimos recursos naturais e um deserto cobrindo 60% de seu território, Israel não teve outra saída: precisou buscar por outras alternativas. É como dizem: a necessidade pode ser a melhor fonte de inspiração para avanços tecnológicos.

O país, reconhecidamente, aposta no fator humano. As universidades se voltaram para a formação técnica de alta qualidade. A tradição acadêmica de Israel data de 1912, por meio do Instituto Technion que formou a primeira turma de cientistas em Haifa. A essa entidade se somaram o Instituto Weizmann de Ciência, em Rehovot, e a Universidade de Tel Aviv. Isso para citar apenas os mais antigos dos centros de excelência do país. Atualmente, o país tem uma média de 17 cientistas e pesquisadores para cada mil trabalhadores. É a média mais alta do mundo.

A Israel assistiu a um grande crescimento populacional nas últimas décadas. Tudo graças à imigração que levou até lá cerca de 3 milhões de pessoas, oriundas de mais de cem países. O resultado foi incrível! Os atuais 8,5 milhões de habitantes ajudaram a construir uma sociedade extremamente diversa e criativa.

Um outro fator que faz de Israel um lugar tão rico de tecnologia e inovações é a preocupação constante com segurança, sobretudo no que diz respeito aos segmentos de dados e cibernética. Um dos maiores potenciais inovadores de Israel é o serviço militar. O alto investimento em tecnologia militar gera inovações em diversas áreas da indústria, como os sensores para detectar e interceptar mísseis que passaram a ser testados em carros autônomos para identificar obstáculos e evitar colisões, por exemplo.

Para se ter uma ideia, gigantes como Intel, Microsoft, Google e Apple mantêm centros de desenvolvimento em Israel. A busca por profissionais é tão acirrada que já faltam programadores avançados no mercado.

A fama de Israel vem de muitos anos atrás e demonstra que muita coisa boa ainda virá de lá. Vide criações como o ICQ, em 1996; o Waze, em 2008; os Windows NT e XP, parcialmente desenvolvidos pela Microsoft de Israel; o pendrive foi patenteado em 2000 pela startup israelense M-Systems, comprada pela SanDisk seis anos mais tarde por US$ 1,5 bilhão; os processadores Intel Core de 7ª e 8ª gerações desenvolvidos por lá; o laboratório da IBM em Haifa que criou o processador que equipa o PlayStation 3.

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