Empresa de lápis de cor lança gizes de cera especiais para colorir tons de peles

Uma das coisas mais comuns na rotina de educação das crianças brasileiras é ensiná-las que o lápis ou giz de cera bege é “cor de pele”. Mas a questão é: será mesmo que isso se aplica a todas as peles? Com a diversidade de tons de pele dos brasileiros, escolher um tom específico para representar todos os outros não tem justificativa.

Por isso, para dar a todas as crianças a chance de ter sua cor representada ao colorir um desenho, a marca gaúcha Koralle criou o kit “PintKor – A Cor da Minha Pele”. A ideia surgiu dos estudos de professoras do Uniafro, curso da Faculdade de Educação da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) para repensar o ensino nas escolas. O viés principal é a diversidade racial.

O primeiro pensamento foi abolir o uso dos kits de lápis de cor que só tinham o tradicional bege para representar a pele humana. Mas, na sequência, outras alternativas foram exploradas. Assim, a Koralle, que produz diversos itens artísticos e de papelaria, entrou como parceira da ação.

O primeiro kit criado pela empresa tinha 12 tons, entre bege e marrom escuro. Eles ajudaram muitas crianças a encontrarem o tom que mais se assemelha ao da sua própria pele – principalmente as negras, que raramente se veem representadas.

Agora, o leque de cores recebeu tons intermediários e o leque aumentou para 24. A expansão aconteceu depois do sucesso da primeira versão, que criou demanda e trouxe sugestões para que o kit fosse ainda mais diversificado. O estojo inclui um kit de materiais utilizado pelos professores do Uniafro no Rio Grande do Sul, mas também pode ser comprado online pelo site da Koralle.

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