Alceu Valença espanta o frio e coloca os itabiranos para dançar

O 44° Festival de Inverno de Itabira chegou ao fim no domingo, 29 de julho, com um belíssimo show do pernambucano Alceu Valença. Nos termômetros a temperatura batia na casa dos 15°, mais o cantor esquentou a noite com os principais sucessos de sua carreira. A plateia vibrou, cantou, dançou e se encantou com a simpatia do cantor e de sua banda.

Já na primeira música, Alceu Valença colocou todo mundo de pé! Em muitos momentos, ele parou de cantar e apenas regeu o coro de itabiranos que sabiam todas as músicas na ponta de língua. Apesar da polêmica na distribuição de ingressos para o show e os incontáveis questionamentos sobre a escolha da Concha Acústica como palco para a apresentação, quem esteve por lá não teve do que reclamar.

Desde a entrada do Parque da Mata do Intelecto, onde se localiza a Concha Acústica, era impossível não perceber o cuidado com a organização. Uma pequena fila se formou na entrada por conta da revista rotineira da segurança, mas as pessoas não esperavam mais do que cinco minutos para entrar no parque. Além disso, ações de entretenimento da Vale (uma das empresas patrocinadora) fizeram sucesso com o público que recebeu brindes e pode tirar fotos em uma cabine especialmente monta para o evento.

A programação de encerramento contou ainda com apresentações do Grupo Tumbaitá e de um animado show do Trio Conceição. Os itabiranos mostraram que mineiro também sabe fazer um belo forró pé de serra e colocaram todo mundo para arrastar as chinelas. O Trio Conceição contou ainda com a participação da cantora Lívia Braga e de dançarinos.

ENTENDA A DISTRIBUIÇÃO DE INGRESSOS

Nos últimos dias, a Fundação Cultural Carlos Drummond de Andrade (FCCDA) foi bombardeada por duras críticas, comentários agressivos e reclamações sobre a troca de ingressos realizada para o show de Alceu Valença. Cada pessoa poderia garantir um par de entradas ao trocar por litros de leite. Mas, a grande procura fez com que mais da metade dos 2600 ingressos colocados à disposição se esgotassem rapidamente.

Em nota oficial, divulgada na quinta-feira (26), a FCCDA se desculpou pelo transtorno gerado e reorganizou a distribuição do lote restante. Ainda assim, muita gente foi até as redes sociais manifestar sua indignação. Entre os pedidos mais recorrentes, a solicitação de mudança do local do show foi constante. A população itabirana questionou o motivo de se escolher um espaço com limitação de público para realizar o show desse porte. Ainda em nota, a FCCDA esclareceu que “os eventos realizados na Concha Acústica, no bairro Campestre, contam com limitação de público determinada pelo Corpo de Bombeiros. Essa limitação se faz necessária para garantir a segurança das pessoas que participam das atrações culturais no local”.

Em Festivais passados, quando a exigência do Corpo de Bombeiro ainda não era vigente, a Concha Acústica chegou a receber um público de cerca de 10 mil pessoa. Mas, já a cerca de seis anos, os bombeiros não autorizam essa mesma quantidade de pessoas. Um dos motivos é um projeto de adequação, encaminhado há alguns anos à Secretaria de Meio Ambiente (gestora da Concha Acústica) que prevê melhorias como a troca dos bancos da plateia, iluminação nas escadas, construção de acessos de pessoas com dificuldades de mobilidade, entre outras.

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