Itabira segue indicações da Organização Mundial de Saúde, decreta estado de emergência e sugere distanciamento social

Em virtude do crescente aumento no número de pessoas infectadas pelo Covid-19 no Brasil, popularmente conhecido como novo coronavírus, o município de Itabira decretou estado de emergência e começou a implementar ações para prevenir a propagação da doença.

Um das primeiras medidas do governo municipal foi decretar a suspensão de 15 dias das aulas nas escolas das redes municipais e particulares. As crianças não compõe grupo de risco, mas são consideradas vetores, ou seja, disseminadoras do vírus. As escolas da rede estatual seguem o protocolo estabelecido pelo governo de Minas Gerais e seguem sem aulas até a próxima semana.

Além disso, diversos eventos públicos, com aglomerações de pessoas, foram suspensos ou adiados. A escolas de ensino superior sediadas em Itabira também adiaram eventos e suspenderam as aulas. É o caso da Unifei, da Una e da Funcesi. Creches e instituições sem fins lucrativos também estabeleceram distanciamento social, isso inclui o Instituto ITI, que suspendeu as aulas da nova turma e a formatura da segunda turma que aconteceriam ainda nesse mês de março.

Os pontos cultura geridos pala Fundação Cultural Carlos Drummond de Andrade (FCCDA), Casa de Drummond, Memorial Carlos Drummond de Andrade, Fazenda do Pontal, Biblioteca Pública Luiz Camilo de Oliveira Torres e Escola Livre de Música tiveram suas atividades canceladas até o dia 31 de março, bem como as visitas suspensas. As visitas guiadas aos Caminhos Drummondianos e as aulas dos corpos estáveis Orquestra de Câmara, Coral da FCCDA, Drummonzinhos e Tumbaitá, também estão suspensas.

A recomendação do governo local é que, as pessoas que possam trabalhar em home office, o façam. Os hospitais Nossa Senhora das Dores e Carlos Chagas recomendam que as pessoas evitem buscar por atendimento em casos que não apresentem gravidade. Como medidas de segurança, as visitas e a liberação de acompanhantes nesses ambientes foram restringidas.

Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), são considerados grupos de risco pessoas acima de 60 anos; portadoras de doenças que demandem tratamento contínuo, como diabetes, hipertensão, problemas cardíacos, entre outros; pessoas que estejam fazendo tratamentos como hemodiálise e quimioterapia; e pessoas que tenham voltado, recentemente, de viagens internacionais ou de cidades com casos comprovados da doença.

Nessa quarta-feira, 18 de março, foram confirmados 397 casos novo coronavírus. em 20 estados e no Distrito Federal. Em São Paulo, foi registrada a 3ª morte no Brasil, confirmada pelo governo estadual. Paraíba registrou o primeiro caso de infecção pelo vírus.

Em Minas Gerais, o número chega a 19 infectados em todo o estado, 10 deles estão na capital.

Confira os números Estado a Estado:

Estado Secretarias da saúde Ministério da Saúde
AC 3 0
AL 1 1
AP 0 0
AM 2 1
BA 18 3
CE 11 5
DF 34 22
ES 8 1
GO 12 6
MA 0 0
MT 0 0
MS 6 4
MG 19 7
PA 1 0
PB 1 0
PR 12 6
PE 22 16
PI 0 0
RJ 49 33
RN 1 1
RS 19 10
RO 0 0
RR 0 0
SC 7 7
SP 164 164
SE 6 4
TO 1 0
Total 397 291

Além dos casos confirmados, o Ministério da Saúde contabilizava na terça-feira:

  • 8.819 casos suspeitos
  • 1.890 casos descartados
  • 18 pessoas estão hospitalizadas (7% do total)

Apesar do aumento de 100 novos casos em menos de 24 horas, o secretário-executivo do Ministério da Saúde, João Gabbardo, afirmou que não mudará o critério adotado na fase de mitigação, e só as pessoas com casos graves serão testadas.

A OMS recomendou, na última sexta-feira, 13 de março, que os países apliquem testes em massa para descobrir quem está infectado e isolar esses pacientes para “achatar a curva” da disseminação do Covid-19. O governo federal, que disse ter comprado kits da Fiocruz para 30 mil testes nos laboratórios públicos, decidiu economizar testes para as pessoas com complicações.

Os números de casos e de mortes por Covid-19 fora do território chinês já ultrapassaram os registrados na própria China, afirmou o diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus. Segundo monitoramento da Universidade Johns Hopkins, nos Estados Unidos, foram registradas, em todo o mundo, 7.955 mortes pela doença. Dessas, mais de 3.200 ocorreram na China.

LEIA MAIS

Comentários