Startup compra roupas usadas e devolve para as fabricantes poderem revendê-las

Se tem uma coisa que muita gente faz, ao menos uma vez por ano, é aquela limpeza geral no guarda roupas. Com isso, surge a dúvida: o que fazer com peças que não servem mais ou que já não combinam com o estilo de vida? Muita gente opta por doar, revender em sites ou brechós e, até, descartar.

Com base nessa premissa, a startup britânica Stuffstr aprimorou o trabalho de recolhimento e repasse de roupas de segunda mão. Eles coletam o item do consumidor e levam para o local de triagem. A partir daí, há uma analise para identificar se a peça ainda tem condições de uso. As que têm são direcionadas de volta às empresas fabricantes; já as que têm perda total vão para reciclagem.

A Stuffstr, então, envia essas informações de volta às marcas, com base nas condições das roupas devolvidas. As marcas podem usar essas informações para planejar o desenvolvimento futuro de produtos, visando melhor durabilidade, ajustar os preços que oferecem aos consumidores pelos itens usados e reutilizá-las em suas linhas de montagem.

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Com isso, a startup argumenta que os consumidores ganham um dinheiro extra vendendo peças que não vão usar mais, o desperdício é reduzido e as marcas obtêm dados e informações valiosas sobre as peças e os clientes. As primeiras parcerias da Stuffstr foram com as empresas John Lewis e Adidas, esta última historicamente ligada a movimentos sustentáveis. Ao entrar no site das marcas, o cliente se depara com a possibilidade de vender peças usadas para a startup.

Em entrevista à revista Forbes, o co-fundador da Stuffstr, John Atcheson disse que a startup está “em uma posição única para poder oferecer aos consumidores um nível sem precedentes de transparência sobre o que acontece com o material – onde é revendido e por quanto – e até o que acontece se não puder ser revendido e for direcionado para a reciclagem. “70% de tudo o que estamos comprando vai para aterros, mesmo que ainda seja utilizável”, diz. De acordo com ele, a ideia é fechar o ciclo de uso das peças e reduzir o descarte desnecessário.

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