Prêmio aponta as marcas que estão mesmo mudando o mercado da moda por meio da sustentabilidade

No dia 3 de abril, foram anunciados os vencedores do prêmio Global Change Awards, dado pela Fundação H&M. Criado em 2015, o prêmio projetos criativos que podem mudar a maneira como as roupas são vistas, usadas e feitas.

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O prêmio revela profissionais que podem mudar a indústria da moda em prol da sustentabilidade, seja com inovações tecnológicas, novas maneiras de reutilizar o lixo ou ideias que dão ainda mais espaço para mudanças positivas na indústria.

Karl-Johan Persson, membro do conselho da Fundação H&M e CEO da H&M Hennes & Mauritz AB, disse que “os vencedores provam que é possível melhorar o impacto ambiental da indústria da moda. Eles são uma verdadeira inspiração e grandes parceiros para qualquer empresa de moda que queira contribuir para proteger o planeta e nossas condições de vida”.

Ao todo, 6640 projetos foram inscritos, vindos de 182 países. Os cinco vencedores receberam, juntos, premiações em dinheiro no valor de um milhão de euros. Além disso, todos eles terão acesso a um programa de aceleração da inovação, de um ano, fornecido pela Fundação H&M em parceria com a Accenture e o KTH Royal Institute of Technology. Eles irão para Estocolmo, Nova York e Hong Kong para coaching que possibilita agregar um valor significativo aos projetos.

Este ano, todos os vencedores estão realizando campanhas de crowdfunding no Indiegogo.com. A ideia é que qualquer um participe ativamente como apoiador, patrocinador e testador das inovações. Conheça os vencedores:

1º lugar: The Loop Scoop – circular.fashion (Alemanha)
Um sistema digital que incentiva a renovação circular na moda informando estilistas e suas marcas como cada formato de produção, design e material impacta o meio ambiente. Cada peça criada dentro deste sistema carrega informações sobre como pode ser cuidada, reutilizada e reciclada.

2º lugar: Sane Membrane – dimpora (Suíça)
A start-up desenvolveu uma membrana biodegradável e à base de minerais para roupas esportivas. Ela pode ser aplicada como uma camada externa em qualquer peça, e não libera toxinas ou microplásticos ao ser lavada.

3º lugar: Lab Leather – Le Qara (Peru)

Uma alternativa ao couro animal, microorganismos provenientes de frutas e flores e crescidos em laboratório biotecnológico dão origem a um couro vegano, 100% biodegradável, idêntico ao animal

4º lugar: Sustainable Sting – Green Nettle Textile (Quênia)
A marca propõe a confecção de tecidos a partir da urtiga. Ao mesmo tempo em que financia fazendeiros ao redor do Quênia, o tecido orgânico tem baixo impacto ambiental

5º lugar: Clothes that Grow – Petit Pli (Inglaterra)
A start-up de Ryan Mario Yasin usa uma tecnologia patenteada na criação de roupas que crescem com a criança, de seus 9 meses a 4 anos, diminuindo o impacto ambiental de cada peça.

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