Ativista sueca, de 16 anos, símbolo do ativismo ambiental é escolhida “personalidade do ano”

A ativista sueca Greta Thunberg, de 16 anos, foi escolhida a personalidade do ano pela revista “Time”. O título, concedido anualmente a pessoas que destacaram por suas atividades, é resultado do fato da jovem ter se tornado internacionalmente conhecida pelas mobilizações no seu país natal que inspiraram pessoas ao redor do mundo a cobrar ações concretas de governos contra as mudanças climáticas.

A ativista reagiu à notícia em uma publicação no Twitter: “Wow, isso é inacreditável! Divido essa grande honra com todos do movimento #FridaysForFuture e ativistas climáticos de todos os cantos”, escreveu.

A “Time” destacou na capa da sua próxima edição, junto à nomeação da jovem de 16 anos, o “poder da juventude”. Atualmente, Greta está em Madri acompanhando a COP-25 e foi a principal estrela de uma manifestação de 500 mil pessoas pelas ruas da capital espanhola.

A fama de Greta começou em protestos solitários que realizava diante do parlamento da Suécia, em Estocolmo, que levaram a greves escolares em todo o globo. Como a própria “Time” destacou na justificativa pela escolha, o perfil da jovem se assemelha aos dos filhos de pais de “todos os cantos do mundo: uma adolescente indignada com explosões repentinas de rebeldia”.

A publicação americana pontua, ainda, a mobilização que a jovem engatilhou um movimento mundial que a levou para encontros com o secretário-geral das Nações Unidas e encontros com chefes de Estado e de governo, bem como o próprio Papa Francisco. As palavras de ordem originais, “Koklstrejk för Klimatet” (“greve escolar pelo clima”, em português) ultrapassaram barreiras e inspiraram marchas e protestos nas ruas de cidades de mais de 150 países.

“Thunberg não é uma líder de um partido político ou de grupos que advogam por agendas. Ela também não é a primeira a soar o alarme a respeito da crise climática, nem é a mais adequada para resolver esse problema. Não é uma cientista nem uma política; não tem acesso a níveis de influência tradicionais, pois não é bilionária nem é uma princesa, uma estrela pop ou mesmo uma adulta. Ela é uma adolescente comum que, a partir da sua coragem de falar a verdade para poderosos, se tornou o ícone de uma geração. Mudanças significativas raramente acontecem sem a força disseminada por indivíduos influentes, e, em 2019, a crise existencial vivida pela Terra encontrou esse pilar em Greta Thunberg”, concluiu a “Time”.

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