Com ingredientes saudáveis, pão caseiro é alternativa para alimentação

Todas as manhãs lá estão eles na mesa do brasileiro: quentinhos e acompanhados de café. Os pães fazem parte da nossa alimentação e muita gente estranha quando ele não está presente no desjejum ou em algum lanche. Porém, o valor nutricional desse alimento tem sido questionado e muitas pessoas, em busca de comidas mais saudáveis, tem deixado pãozinho de lado.

Mas ao contrário do que tem sido falado por aí, existe uma alternativa mais saudável e tão saborosa quanto o pão francês. Com ingredientes selecionados e produção inteiramente artesanal, o pão caseiro é uma excelente opção para quem quer melhorar a alimentação e, ainda, contar com um alimento que pode ser encaixado em diversas refeições.

“O sabor é incomparável, a digestão é mais fácil, a durabilidade é maior, há a presença de nutrientes e bactérias benéficas, índice glicêmico menor do que o de outros pães, entre vários outros benefícios”, destaca o chef Guilherme Procópio, que tem experimentado a fabricação de pães caseiros.

A produção do pão artesanal envolve ingredientes como farinha de trigo, farinha de trigo integral, farelo de trigo, levedura para fermentação, água e sal. Além de muita paciência, já que são necessário cerca de sete horas para preparar e assar– uma espera que compensa diante do sabor e benefícios do alimento.

Ao todo, são sete etapas de produção:

  1. Pesar todos os ingredientes com uma balança de precisão conforme a receita;
  2. Misturar as farinhas e a água nas proporções corretas;
  3. Sovar a massa para que se formem as cadeias de glúten (responsáveis por garantir a textura e elasticidade da massa);
  4. Diluir a levedura (fermento natural) em água morna nas proporções corretas e juntar a primeira massa;
  5. Misturar bem e reservar para que ocorra a primeira fermentação. Esse processo pode demorar algumas horas;
  6. Dobrar a massa utilizando técnica adequada, de modo que a cadeia de glúten se oriente e o pão tome seu primeiro formato. Em seguida a massa deve ser colocada num banneton (cesto de fermentação) por cerca de 3 horas;
  7. Retirar a massa do banneton e fazer a pestana ou corte em sua superfície. A pestana é responsável por orientar o vapor d’água em sua saída durante o aquecimento do forno, e concede ao pão melhor aparência.

O pão caseiro é um coringa na cozinha e casa bem com quase tudo que possa ter na cozinha. Desde uma simples manteiga ou azeite até como uma torrada, brusqueta ou no fondue. Também armazena muita bem com vinho.

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Fermentação

Além da produção artesanal do pão caseiro, Guilherme Procópio também utiliza um fermento próprio, que pode ser feito e cultivado em casa. Para isso, preciso misturar água e trigo e deixar as leveduras presentes no ar iniciarem o processo de fermentação.

Esse cultivo é demorado. Dura cerca de dez dias até que o fermento fique pronto, mas se houver cuidado pode contar com o produto durante muito tempo. “O meu foi presente de um amigo e tem quase três anos de vida”, conta o chef. O fermento precisa ser alimentado a cada sete dias com uma mistura de trigo e água.

“O fermento natural garante ao produto final maior durabilidade. Por ser mais ácido, dificulta o surgimento do bolor. Também tem valores nutricionais superiores aos dos pães fabricados com fermento biológico, além de garantir um sabor incomparável”, destaca Guilherme Procópio.

Sobre o chef

Guilherme Procópio nunca planejou atuar na área de gastronomia, mas durante seus estudos na Universidade Federal de Itajubá (Unifei) – Campus Itabira, decidiu ganhar um dinheiro extra com a culinária. Para entender melhor sobre alguns processos da cozinha, fez um curso voltado para defumação, embutidos e maturação.

Mais tarde, durante um curso de comida francesa, conheceu os pães – alimento que até hoje vem se dedicando. Em 2017, participou do 1º Iron Cheff de Itabira – Festival Gastronômico, onde alcançou a terceira colocação. Com o resultado, teve a oportunidade de trabalhar com Bel Coelho, uma das principais chefs brasileiras.

“Já fiz muita comida ruim antes de pegar a prática. Felizmente, quem comeu não entendia nada e achou bom e, por sorte, haviam algumas pessoas que entendiam quando fiz coisas boas também”, recorda Guilherme Procópio.

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A profissão é jornalista. A diversão é um livro. Mas também pode ser um filme ou uma série. O esporte é futebol - desde que acompanhado do sofá da sala. O universo digital exerce grande interesse. Não dispensa uma xícara de café ou um copinho de cerveja.