Acervo virtual contará a história das mulheres que foram proibidas de jogar futebol no Brasil

Pouca gente sabe, mas o decreto-lei 3.199, art. 54, de 14 de abril de 1941, da ditadura do Estado Novo de Getúlio Vargas dizia: “Às mulheres não se permitirá a prática de desportos incompatíveis com as condições de sua natureza, devendo, para este efeito, o Conselho Nacional de Desportos baixar as necessárias instruções às entidades desportivas do país”.

A proibição durou até 1979. Mulheres foram impedidas de jogar futebol não apenas no Brasil, mas também na Alemanha e na França. Agora, graças a uma parceria com o Museu do Futebol, na capital paulista, o Google decidiu lançar um acervo virtual para contar essa história e enaltecer as pioneiras que desafiaram o sexismo da época e continuaram praticando o esporte.

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A coletânea, nomeada de Museu do Impedimento, irá reunir depoimentos, fotos, vídeos e documentos de internautas de todo país até o dia 23 de junho. A curadoria do conteúdo será de responsabilidade de equipe de especialistas do Museu do Futebol.

O Museu do Impedimento contará ainda com depoimentos compartilhados por mulheres que foram pioneiras do esporte, como Léa Campos, a primeira árbitra do mundo, presa por 15 vezes durante os anos de proibição, e Mariléia “Michael Jackson” dos Santos, artilheira do futebol brasileiro.

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Em comunicado oficial, a diretora de marketing do Google Brasil, Lauren Pachaly, deixou claro que a ideia é “recuperar a história do futebol feminino no Brasil e garantir que um público mais amplo tenha a oportunidade única de conhecer as histórias dessas mulheres pioneiras que continuaram jogando bola mesmo nos anos de proibição e abriram as portas para as novas gerações”.

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