Professora do interior carioca inova na aplicação de provas para ajudar alunos

A professora Gabriella Freire, de 22 anos, começou a lecionar na Escola Municipal Vereador Paulo Barenco, em Magé, na Baixada Fluminense, no início de 2019. O quadro que viu era pouco animador: a turma do 1º ano do Ensino Fundamental, para a qual daria aulas, era conhecida por não apresentar bons resultados. Na média, dez dos 19 alunos, haviam repetido a série — e alguns até mais de uma vez.

No fim de março, depois da primeira prova, ele comprovou as estatísticas. Na prova de ciências, por exemplo, o aluno que obteve a nota mais alta tirou três — de um total de cinco. Mas, à medida que foi se aproximando de seus alunos, Gabriella percebeu que mau desempenho não era fruto da incapacidade deles aprenderem, mas do nervosismo desencadeado pelas cobranças rígidas dos pais.

A partir daquele momento, ele se sentiu na obrigação de mudar aquela realidade. Se inspirando em ideias de outros educadores, Gabriella mudou a abordagem antes das provas. Assim, passou a receber os alunos – entre sete e nove anos – com suco de maracujá, lápis e borrachas estilizados, sala decorada com balões coloridos e mensagens de incentivo coladas por toda parte.

A primeira reação dos alunos foi achar que não teriam prova. Gabriella tentou criar uma atmosfera que desse a eles a calma necessária para fazer as provas. Essa nova postura envolveu também atitudes mais carinhosas. Como o teste seria de Ciências, ela aproveitou para explicar os benefícios do maracujá! O resultado positivo da ação de Gabriella foi imediato: seis alunos gabaritaram o teste, enquanto os outros obtiveram notas acima da média.

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