Maior biblioteca de antropologia da América do Sul pode ser reaberta por meio de “vaquinha”

Em setembro do ano passado, as chamas do incêndio que destruiu o acervo do Museu Nacional, lambeu também a Biblioteca Francisca Keller que ficava no primeiro andar e guardava o maior acervo de antropologia e ciências humanas da América do Sul.

Parte integrante do Programa de Pós-Graduação em Antropologia Social (PPGAS) da Universidade Federal do Rio de Janeiro, a biblioteca tinha cerca de 37 mil itens. Lá ficavam obras de referência, livros, periódicos, teses, dissertações, anais de congressos, entre muitos outros arquivos históricos. Era também um espaço de convivência relevante para os profissionais da área.

A biblioteca recebeu uma doação de 10.500 volumes, aguarda outros oito mil que estão a caminho e faz uma prospecção de que, em três anos, contabilizará 40 mil novos arquivos em seu acervo. Falta apenas o financiamento para reabrir a biblioteca em um novo espaço planejado pela Faculdade de Arquitetura da UFRJ, no Horto Botânico, na Quinta da Boa Vista.

Para isso, uma vaquinha na plataforma Benfeitoria foi criada para a arrecadação de fundos. A verba será usada para a demolição de paredes internas do espaço, restauração do piso, acabamento e pintura, colocação de forro, bem como instalação elétrica e de ar condicionado e restauro de ferragens. A expectativa é conseguir R$ 129 mil até o dia 12 de setembro.

No vídeo de divulgação da campanha, a antropóloga Olívia Maria Gomes da Cunha deixa claro: “temos livros, temos um projeto, temos uma equipe interdisciplinar trabalhando para a reabertura da biblioteca, agora precisamos da sua ajuda para tornar esse sonho possível.

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