Woody Allen vai lançar seu livro de memórias em abril de 2020

O diretor Woody Allen, finalmente, encontrou uma editora disposta a publicar seu livro de memórias, “A propos of nothing” (” propósito de nada”, em tradução livre). A autobiografia está prevista para ser lançada em 7 de abril pela Grand Central Publishing, uma divisão do Grupo Hachette. O lançamento acontecerá nos Estados Unidos, Canadá, Itália, França, Alemanha e Espanha, entre outros países. Infelizmente, o Brasil ainda não está nessa lista.

A notícia caiu como uma bomba no mundo artístico internacional. O filho do direto, e também escritor, Ronan Farrow criticou duramente o anúncio e afirmou que deixará de publicar suas obras pela Hachette. Em comunicado oficial, a editora deixou claro que o livro irá contar, de forma abrangente, sua vida pessoal e profissional, “descreve seu trabalho no cinema, teatro, televisão, boates e mídia impressa. Allen também escreve sobre sua relação com a família, amigos e amores da sua vida”.

Woody Allen tentava vender seu livro de memórias desde 2018. A obra, no entanto, foi recusada por selos americanos após o diretor ser citado no movimento #MeToo, que trouxe à tona diversos casos de assédio em Hollywood em que Allen foi acusado de ter molestado uma de suas filhas, Dylan Farrow, quando ela tinha sete anos.

O caso teria acontecido em 1992, foi arquivado na época, mas voltou à tona com a mudança de clima na indústria do entretenimento. Desde então, Allen perdeu um contrato de US$ 68 milhões com a Amazon, então distribuidora de seus filmes. Sua última obra no cinema, “Um dia de chuva em Nova York”, não foi lançada nos Estados Unidos.

Também por meio de um comunicado oficial, Dylan Farrow condenou a decisão da editora Hachette de publicar o livro já que o grupo editorial é o mesmo que publicou nos Estados Unidos “Operação abafa”, de seu irmão Ronan Farrow. No livro, ele apresenta os bastidores de suas reportagens que ajudaram a derrubar o produtor Harvey Weinstein, em um dos maiores episódios do #MeToo.

“A publicação do livro de memórias de Woody Allen é profundamente frustrante para mim e uma grande traição da reportagem corajosa do meu irmão, capitalizada pela Hachette, que deu voz a numerosos sobreviventes de assédio sexual de homens poderosos. Para registro, eu nunca fui contatada por nenhum verificador de informação dessas “memórias”, demonstrando a grande abdicação da responsabilidade mais básica da Hachette”, declarou Dylan.

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