Série “Ideias”, do projeto #EMCASACOMSESC, trata de racismo fundiário em terras indígenas, de estratégia digital e organizações culturais, de turismo, fotografia e contemporaneidade, da gripe espanhola no Brasil e de educação financeira e economia percebida e vivida pelas mulheres

Entre os dias 24 e 28 de novembro, participam dos debates o gestor ambiental e indigenista Edmilson Gonçalves, o gerente do Sesc Digital, Gilberto Paschoal, a professora de Sociologia, Bianca Freire-Medeiros, as autoras Lilia Moritz Schwarcz e Heloisa Murgel Starling, a jornalista de economia, Amanda Dias, entre outros. A série Ideias, transmitida ao vivo sempre às 16h pelo YouTube da instituição, convida pensadores e articuladores sociais de diversas áreas para a troca de experiências e reflexões sobre assuntos da atualidade

Com o objetivo de incentivar a reflexão no contexto desafiador em que nos encontramos, a série Ideias, promovida pelo Sesc São Paulo por intermédio de seu Centro de Pesquisa e Formação (CPF), traz a transmissão ao vivo de debates sobre as principais questões que tensionam a agenda sociocultural e educativa atual. Sempre às 16h, as conferências acontecem pelo canal do YouTube do Sesc São Paulo, com participação do público e tradução simultânea para a Língua Brasileira de Sinais (Libras).

Na próxima terça-feira, 24 de novembro, o debate é sobre Racismo Fundiário em Terras Indígenas, que aborda o racismo estrutural das sociedades não indígenas que interagem com pré-conceitos e ofensas direcionadas aos povos originários. Para desmistificar o pré-conceito e mitigar o racismo, é preciso ouvir e conhecer mais a cultura e as necessidades dessas populações para a implementação de políticas públicas mais adequadas e direcionadas. A mesa também trata da importância da demarcação de Terras Indígenas e fala sobre o pouco que foi feito, desde 1973, quando foi publicado o Estatuto do Índio, que obrigava o Estado a demarcar as Terras Indígenas no Brasil. Com David Popyguá, da Terra Indígena Jaraguá, e Edmilson Gonçalves, gestor ambiental e indigenista. A mediação é de Valéria Freixedas, que compõe a Frente de Apoio aos Povos Indígenas do Brasil (FAPIB), com apresentação de Marina Herrero, assistente técnica da Gerência de Programas Sociais (GEPROS) do Sesc São Paulo.

Quarta-feira, 25 de novembro, acontece o encontro Estratégia Digital e Organizações Culturais, com Gilberto Paschoal, gerente do Sesc Digital, e Leno Veras, coordenador de Museologia e diretor substituto do Museu de Astronomia, unidade de pesquisa do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações. Um dos efeitos evidentes da pandemia de coranavírus é a aceleração da curva de aprendizado digital. Como o setor cultural pode aproveitar as potencialidades do digital, que vão muito além da presença on-line e das redes sociais? A live aborda estratégia digital no âmbito das organizações culturais, a partir de experiências nacionais e internacionais. A mediação é de Beth Ponte, membro do Conselho de Administração da Associação Brasileira de Organizações Sociais da Cultura (ABRAOSC) e do Observatório de Economia Criativa da Bahia (OBEC-BA), com apresentação de Edson Martins Moraes, integrante da equipe do Centro de Pesquisa e Formação do Sesc.

Na quinta-feira, 26 de novembro, o debate Turismo, Fotografia e Contemporaneidade propõe uma reflexão acerca das relações construídas historicamente entre o turismo e a fotografia. O que direciona o olhar do viajante? Por que muitos turistas buscam reproduzir em seus registros as imagens idealizadas e divulgadas pelos agentes promotores de destinos, ainda que elas não correspondam à realidade vivenciada? O que a exposição nas redes sociais desencadeia de novo em relação ao tipo de imagem que se produz em viagens, e qual a influência que as postagens nas mídias digitais têm sobre os destinos turísticos? Essas e outras questões serão discutidas por Lívia Aquino, pesquisadora do campo da cultura e das artes visuais, professora e artista, e Bianca Freire-Medeiros, professora de Sociologia da Universidade de São Paulo (FFLCH/USP). Apresentação e mediação de Carolina Paes de Andrade, assistente técnica de Turismo Social do Sesc São Paulo.

Sexta-feira, 27 de novembro, a mesa A Bailarina da Morte: A Gripe Espanhola no Brasil aborda o livro homônimo ao debate, no qual as autoras Lilia Moritz Schwarcz e Heloisa Murgel Starling recriaram o cotidiano da vida e da morte durante o período da gripe espanhola – ou “gripe bailarina”, uma das maiores pandemias da história -, a partir de um vasto acervo de fontes e imagens da época. A gripe espanhola, explosão pandêmica de uma mutação particularmente letal do vírus H1N1, chegou ao Brasil no início do século XX, matando dezenas de milhares de pessoas. Altamente contagiosa, paralisou a economia e trouxe à tona a precariedade dos serviços de saúde. A população ficou à mercê do vírus até o súbito declínio da epidemia, no começo de 1919. A apresentação e a mediação do encontro são de Danilo Cymrot, pesquisador do Centro de Pesquisa e Formação do Sesc.

No sábado, 28 de novembro, o bate-papo é sobre Educação Financeira e a Economia Percebida e Vivida pelas Mulheres. A perda e a diminuição da renda causadas pela pandemia atingiram, principalmente, trabalhadores informais, provocando mudanças nos hábitos de consumo e na gestão financeira individual e de pequenos negócios e tornando evidente a necessidade da educação financeira. No encontro, o tema da economia – que espelha a desigualdade de gênero enquanto campo de pesquisa e atuação – será abordado por mulheres engajadas em projetos de educação e de desenvolvimento econômico. Com Amanda Dias, jornalista de economia e criadora do canal “Grana Preta”, e Glaucia Marques, agrônoma e integrante da equipe técnica da Sempreviva Organização Feminista (SOF). A Mediação é de Salette Lemos, jornalista com especialização em economia, com apresentação de Midiã Claudio, assistente técnica da Gerência de Educação para a Sustentabilidade e Cidadania do Sesc São Paulo.

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