Série “Ideias” do #EMCASACOMSESC traz debates sobre consumo responsável, danças negras contemporâneas, cuidados com pessoas em situação de rua e modos de pensar o mundo de hoje

Entre os dias 28 de julho e 1 de agosto, participam dos debates a autora do livro Uma vida sem lixo, Cristal Muniz, Edileuza Santos, idealizadora e diretora artística da Cia Sansacroma, grupo paulistano de dança contemporânea preta, Vanessa Labigalini, idealizadora do Projeto Banho pra Geral, José Resende, um dos fundadores da Escola Brasil Mário Novello, e Buba Aguiar, patologista, socióloga, comunicadora e militante do coletivo Fala Akari. A série Ideias, transmitida ao vivo sempre às 16h pelo YouTube da instituição

Com o objetivo de incentivar a reflexão no contexto desafiador em que nos encontramos, a série Ideias, promovida pelo Sesc São Paulo por intermédio de seu Centro de Pesquisa e Formação (CPF), traz a transmissão ao vivo de debates sobre as principais questões que tensionam a agenda sociocultural e educativa atual. Sempre às 16h, as conferências acontecem pelo canal do YouTube do Sesc São Paulo, com participação do público e tradução simultânea para a Língua Brasileira de Sinais (Libras).

Na terça-feira, 28, a série traz o debate Atitudes transformadoras: consumo responsável e lixo, caminhos possíveis. Será analisada a situação da gestão dos resíduos recicláveis nas cidades e das trabalhadoras e trabalhadores envolvidos, a descontinuidade do serviço em alguns locais e o problema no retorno do uso de descartáveis, além de como estimular o pensamento sobre novos modelos de consumo. Participam Edson Grandisoli consultor da Unesco em Ciências da Natureza e Diretor Educacional da Reconectta, Carolina dos Reis Carreiro, gestora ambiental química, e Cristal Muniz, autora do livro Uma vida sem lixo (Editora Alaúde), em que conta sua experiência própria sobre como ter uma vida lixo zero. Na mediação e apresentação, Jack Cruz Magalhães, Agente de Educação Ambiental no Sesc Itaquera.

Quarta-feira, 29, o debate Danças Negras Contemporâneas: registros, memórias e legados trará discussões acerca do epistemicídio no universo das artes, com foco na produção de danças negras no país, e o olhar decolonial abordado na curadoria da 13ª temporada do programa Dança Contemporânea do SESC TV. Com a diretora artística, dançarina, professora e coreógrafa Edileuza Santos, a idealizadora e diretora artística da Cia Sansacroma, grupo paulistano de dança contemporânea preta, Gal Martins, e Kanzelumuka, integrante da Nave Gris Cia Cênica e do Grupo de Terreiro de Investigações Cênicas. A apresentação e mediação é de Talita Rebizzi, assistente de Dança na Gerência de Ação Cultural do Sesc São Paulo.

No dia 30, quinta-feira, estará em pauta a População em situação de rua: quem cuida?. Dados do IPEA mostram que a população em situação de rua no Brasil cresceu 140 % nos últimos oito anos. Serão discutidas as alternativas que se apresentam para que sejam acolhidos, principalmente no contexto de isolamento social em que nos encontramos. Dentre os debatedores, estão Vanessa Labigalini, assistente social e idealizadora do Projeto Banho pra Geral, Júlio Lancelotti, coordenador da Pastoral do Povo da Rua, e Roseli Kraeme, membro titular do Comitê PopRua – Comitê Intersetorial da Política Municipal para a População em Situação de Rua. Apresentação e mediação de Sandra Carla Sarde Mirabelli, assistente técnica da Gerência de Estudos e Programas Sociais do Sesc SP.

Sexta-feira, dia 31, acontece o primeiro de dois debates sobre Modos de pensar o mundo de ontem, hoje: perguntas ao mundo que conhecíamos. Com curadoria de Bruno Siniscalchi e Maria Borba, o objetivo dos encontros é criar um espaço comum entre pensadores e ativistas, cientistas e artistas, para refletir as maneiras possíveis de pensar o momento atual, através de uma revisão dos valores e certezas que pertenciam ao mundo tal qual conhecíamos dos pontos de vista da arte, da ciência e do ativismo político. Neste primeiro dia, participam José Resende, artista que participou do Grupo Rex e foi um dos fundadores da Escola Brasil Mário Novello, e Rômulo Neris, doutorando em Imunologia e Infecção, sendo recentemente selecionado com uma bolsa da Dimensions Sciences para estudos relacionados a Covid-19. Na mediação, Maria Borba, artista e doutoranda do departamento de letras da PUC-Rio, e na apresentação, Mariana Fernandes, que integra a equipe de programação do Centro de Pesquisa e Formação do Sesc São Paulo.

No sábado, dia 1º de agosto, acontece o segundo debate da série, com o título Modos de pensar o mundo de ontem, hoje: entre a espera e a urgência. Os participantes trarão reflexões sobre como é possível abordar o futuro incerto que se anuncia, quais modos de vida serão possíveis daqui para frente e o que do mundo em que vivíamos ainda será capaz de produzir sentido nessa outra coisa, que ainda não apresenta contornos nítidos. Os debatedores serão Ana Luiza Nobre, professora do departamento de Arquitetura e Urbanismo da PUC-Rio, Buba Aguiar, patologista, socióloga, comunicadora e militante do coletivo Fala Akari e Veronica Stigger, escritora, professora e crítica de arte. O artista e diretor de teatro Bruno Siniscalchi estará na mediação, e Mariana Fernandes, da equipe de programação do Centro de Pesquisa e Formação do Sesc São Paulo, fará a apresentação.

Programação da série “Ideias” do #EMCASACOMSESC

Terça-feira, 28 de julho

“Atitudes Transformadoras: Consumo Responsável e Lixo, Caminhos Possíveis”

Diante de uma nova dinâmica de vida, onde outros protocolos de relacionamento e de funcionamento dos serviços surgem para o enfrentamento da Covid-19, como está a situação da gestão dos resíduos recicláveis nas cidades e das trabalhadoras e trabalhadores envolvidos?

Neste debate, a reflexão será sobre os impasses que existem em torno da questão, como a descontinuidade do serviço em alguns locais e o problema no retorno do uso de descartáveis, bem como sobre como podemos estimular o pensamento sobre novos modelos de consumo, com menor desperdício e impacto ambiental e que garanta a inserção social das pessoas envolvidas nesta cadeia.

Participantes:

  • Edson Grandisoli — Pós-doutorando pelo Programa Cidades Globais do IEA-USP, consultor da Unesco em Ciências da Natureza, editor-adjunto da Revista Ambiente & Sociedade e Diretor Educacional da Reconectta.

Carolina dos Reis Carreiro — Gestora Ambiental Química, tecnóloga em Segurança do Trabalho. Pós Graduada em Docência. Consultora. Realiza há 10 anos atividades voltadas à Cooperativas de reciclagem.

  • Cristal Muniz — decidiu em 2015 parar de produzir lixo e por isso criou o blog Um Ano Sem Lixo. Um ano virou uma vida e em julho de 2018 publicou o livro Uma vida sem lixo (Editora Alaúde), o primeiro livro sobre como ter uma vida lixo zero do Brasil.

Mediação e Apresentação:

  • Jack Cruz Magalhães — Graduação em Ciências Biológicas pela Universidade Federal de Recôncavo da Bahia e mestrado (em andamento) em Sustentabilidade pela Escola de Artes, Ciências e Humanidades de São Paulo. Trabalha como Agente de Educação Ambiental no Sesc Itaquera.

Quarta-feira, 29 de julho

“Danças Negras Contemporâneas: Registros, Memórias e Legados”

Neste bate-papo, as artistas da dança Gal Martins, Kanzelumuka e Edileuza Santos discutem a problemática do epistemicídio no universo das artes, com foco na produção de danças negras no país, e o olhar decolonial abordado na curadoria da 13ª temporada do programa Dança Contemporânea do SESC TV.

Participantes:

  • Edileuza Santos — Graduada em dança pela Universidade Federal da Bahia. Diretora artística, dançarina, professora e coreógrafa. Ao longo dos anos estuda a dança negra contemporânea e investiga uma metodologia de dança de expressão negra um novo olhar sobre o Tambor: metodologia negra referenciada na prática e no ensino da dança. Atua como coreografa, dançarina e coordenadora de projetos na Escola de Dança da Universidade Federal da Bahia.
  • Gal Martins — Artista e pensadora em dança, atriz, gestora cultural e cientista social. Idealizadora e diretora artística da Cia Sansacroma, grupo paulistano de dança contemporânea preta, que tem como ponto de partida as poéticas do corpo negro. Em 2016 cria a Zona Agbara, grupo de dança formado por mulheres negras e gordas. Atualmente também atua como Supervisora Artístico Pedagógica do Programa Fábricas de Cultura.
  • Kanzelumuka — Artista (criadora-intérprete-pesquisadora-professora) da dança, bacharela em Dança pela UNICAMP, mestra e doutoranda em Artes pela UNESP. Faz parte da Nave Gris Cia Cênica e é pesquisadora do Grupo de Terreiro de Investigações Cênicas.

Apresentação e Mediação:

  • Talita Rebizzi — Formada em Cinema pela Universidade Anhembi Morumbi, com especialização em Curadoria em Artes. Trabalha no Sesc SP desde 2011, onde já atuou nas áreas de cinema e artes visuais. Atualmente, compõe a equipe da Gerência de Ação Cultural, onde supervisiona as ações em Dança nas Unidades do Sesc no Estado de São Paulo.

Quinta-feira, 30 de julho

“População em Situação de Rua: Quem Cuida?”

Dados do IPEA mostram que a população em situação de rua no Brasil cresceu 140 % nos últimos oito anos. Estamos diante de um grupo que vive em constante isolamento social. Quais são os cuidados dispendidos a esse grupo? Quais alternativas apresentam-se para que sejam acolhidos?

Participantes:

  • Vanessa Labigalini — Assistente social, idealizadora do Projeto Banho pra Geral. Sacerdotisa de umbanda e defensora da tolerância religiosa.
  • Júlio Lancelotti — Pároco da Igreja São Miguel Arcanjo no bairro da Mooca. Coordenador da Pastoral do Povo da Rua. Recentemente completou 35 anos de ordenação.
  • Roseli Kraeme — Membro titular do Comitê PopRua – Comitê Intersetorial da Política Municipal para a População em Situação de Rua. Desenvolve ações com os movimentos culturais na região de Santo Amaro.

Apresentação e mediação:

  • Sandra Carla Sarde Mirabelli — Assistente técnica da Gerência de Estudos e Programas Sociais do Sesc SP.

Sexta-feira, 31 de julho

“Modos de Pensar o Mundo de Ontem, Hoje: Perguntas ao Mundo que Conhecíamos”

Esta mesa faz parte de uma dupla de debates que acontecerá nos dias 31/7 e 1/8 com curadoria de Bruno Siniscalchi e Maria Borba. O objetivo é criar um espaço comum entre pensadores e ativistas, cientistas e artistas, para refletir as maneiras possíveis de pensar o momento atual, através de uma revisão dos valores e certezas que pertenciam ao mundo tal qual conhecíamos. Dos pontos de vista da arte, da ciência e do ativismo político, desejamos pensar que maneiras é possível abordar o futuro incerto que se anuncia: quais modos de vida serão possíveis daqui para frente? Como viverão uns com os outros? O que do mundo em que vivíamos ainda será capaz de produzir sentido nessa outra coisa, que ainda não apresenta contornos nítidos? O mundo está em espera?

Participantes:

  • José Resende — Artista que participou do Grupo Rex e foi um dos fundadores da Escola Brasil Mário Novello, cosmólogo e professor emérito do Centro Brasileiro de Pesquisas Físicas (CBPF).
  • Rômulo Neris — Doutorando em Imunologia e Infecção, sendo recentemente selecionado com uma bolsa da Dimensions Sciences para estudos relacionados a Covid-19.

Mediação:

  • Maria Borba — Artista e doutoranda do departamento de letras da PUC-Rio.

Apresentação:

  • Mariana Fernandes — Mestre em Estudos Culturais (USP), integra a equipe de programação do Centro de Pesquisa e Formação do Sesc São Paulo.

Sábado, 1º de agosto

“Modos de Pensar o Mundo de Ontem, Hoje: Entre a Espera e a Urgência”

Esta mesa dá continuidade ao debate iniciado no dia 31 de julho sob curadoria de Bruno Siniscalchi e Maria Borba. O objetivo é criar um espaço comum entre pensadores e ativistas, cientistas e artistas, para refletir as maneiras possíveis de pensar o momento atual, através de uma revisão dos valores e certezas que pertenciam ao mundo tal qual conhecíamos. Dos pontos de vista da arte, da ciência e do ativismo político, desejamos pensar que maneiras é possível abordar o futuro incerto que se anuncia: quais modos de vida serão possíveis daqui para frente? Como viverão uns com os outros? O que do mundo em que vivíamos ainda será capaz de produzir sentido nessa outra coisa, que ainda não apresenta contornos nítidos? O mundo está em espera?

Participantes:

  • Ana Luiza Nobre — Professora do departamento de Arquitetura e Urbanismo da PUC-Rio.
  • Buba Aguiar — Patologista, socióloga, comunicadora e militante do coletivo Fala Akari.
  • Veronica Stigger — Escritora, professora e crítica de arte.

Mediação:

  • Bruno Siniscalchi — Artista e diretor de teatro, desenvolvendo trabalhos com processos de criação transdisciplinares.

Apresentação:

  • Mariana Fernandes — Mestre em Estudos Culturais (USP), integra a equipe de programação do Centro de Pesquisa e Formação do Sesc São Paulo.

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