Série “Dança” do projeto #EMCASACOMSESC apresenta solos de Jussara Miller e Denise Stutz nos dias 21 e 23 de julho

Sempre às terças e quintas, às 21h30, programação ao vivo do Sesc São Paulo na internet traz coreografias inéditas ou adaptadas dos principais artistas da dança brasileira em transmissões ao vivo no YouTube do Sesc São Paulo e o Instagram do Sesc Ao Vivo

Todas as terças e quintas, sempre às 21h30, o YouTube do Sesc São Paulo e a página do Sesc Ao Vivo no Instagram transmitem um espetáculo ao vivo de dança apresentado direto da casa do artista. É a programação da série Dança #EmCasaComSesc que, nesta semana, traz mais duas novas obras para o público: “PROXIMIDADE, um olhar para o avesso”, de Jussara Miller, na terça-feira, dia 21, e “3 SOLOS em 1 TEMPO”, de Denise Stutz, na quinta-feira, 23 de julho.

Em “PROXIMIDADE, um olhar para o avesso”, Jussara Miller propõe adentrar na casa do público por outros caminhos e outras sensorialidades. Um toque íntimo no espaço habitual que se dilata com outros contornos, presentificando o avesso do instante com a dança do improviso e a dança das memórias. O trabalho traz coreografia e encenação da própria Jussara, direção virtual de Cora Laszlo e seleção musical de Christian Laszlo. Jussara Miller é bailarina, coreógrafa, preparadora corporal e professora de dança contemporânea e educação somática, com atuação artística em processos colaborativos de criação entre linguagens: dança, teatro, literatura, fotografia e vídeo.

Na quinta-feira, dia 23, o espetáculo “3 SOLOS em 1 TEMPO”, de Denise Stutz, traz uma reunião dos três trabalhos anteriores da bailarina: Decor, de 2003, Absolutamente Só, de 2005 e Estudo para Impressões, de 2007. Neste solo, Denise manipula seu material biográfico impresso no corpo, depois trabalha com a imaginação dela e do público, trazendo o espectador como cúmplice e, num terceiro momento, um caminho de transformação nos seus procedimentos de dançar, pela improvisação e pelo acesso às figuras revolucionárias da dança. O espetáculo estreou em 2008 no Espaço Sesc Copacabana, no Rio de Janeiro, e desde então passou por várias capitais do Brasil e em países como Espanha, Portugal, Cabo Verde, Alemanha e Austrália, entre outros.

No trabalho, é possível perceber diferentes universos coexistindo, o que, dentro do percurso de experimentação, faz com que a artista adquira conhecimento sobre sua própria dança. Assim, o espectador tem o privilégio de partilhar momentos distintos da carreira artística de sua autora, na obra pela qual ela destila no tempo sua história, em diferentes concepções de criação. Com isso, cada solo está atado um ao outro, e cada um ganha significado quando nexos são estabelecidos entre eles. Em resistência e insistência pelas suas questões mais profundas, os solos de Denise Stutz têm um propósito ideológico pelo simples fato de existir e, também, pelo conteúdo e suas formas, que reivindicam uma nova emancipação pelo e no seu corpo.

Sempre às terças e quintas-feiras, às 21h30, acontece uma apresentação diferente no formato de solos, duplas ou com mais integrantes – desde que estes já estejam dividindo o mesmo espaço neste período de quarentena – podendo ser coreografias inéditas, criadas para este espaço digital (ou virtual?), trechos de obras ou adaptações de trabalhos existentes, de acordo com o espaço e proposta de cada obra. As apresentações têm duração de até 40 minutos. Dentro desta linguagem, a experiência das diversas edições da Bienal Sesc de Dança, que teve sua 11ª edição realizada em setembro de 2019, possibilita a expansão da atuação digital da instituição. A programação terá como foco abranger o maior número de vertentes e movimentos da dança, em suas expressões, diversidades e poéticas de corpos, dentro das muitas áreas de pesquisa, como a clássica, urbana, contemporânea, performática e experimental.

A iniciativa faz parte das diversas ações digitais que expandem a atuação da instituição no campo virtual, como a plataforma do Sesc Digital e a programação de transmissões de música e teatro da série Sesc Ao Vivo. “As artes, em todas as suas linguagens, têm sido altamente impactadas pelas restrições de convívio social e pela suspensão das contratações dos artistas e de toda a cadeia de criação e produção. O desenvolvimento da Plataforma Sesc Digital expressa nossa preocupação com a expansão da atuação social do Sesc para o ambiente digital”, comenta Danilo Santos de Miranda, diretor do Sesc São Paulo. “Acreditamos ser possível, ainda que desafiadora, a experimentação de uma prática cênica, performativa, em novos formatos, gramáticas e suportes. Pretendemos contemplar outras linguagens artísticas em nossas transmissões ao vivo nos próximos dias”, conclui.

Até aqui, a Dança #EmCasaComSesc exibiu sete apresentações com audiência que ultrapassa 16 mil visualizações. Já passaram pela série os bailarinos e coreógrafos Ângelo Madureira e Ana Catarina Vieira, em espetáculo com fragmentos da pesquisa Outras Formas; Diogo Granato apresentou Toda Vez que me Despeço; a dupla Key Sawao e Ricardo Iazzetta trouxe a dança do dia; Rubens Oliveira fez sua estreia em espetáculo solo com Makahla, Morena Nascimento foi atração com a dança-improviso MADEIRA, uma dança para meu pai e Márcio Greyk apresentou Solos de Laje e Cristian Duarte mostrou Home100.

Dança na TV

Além das lives, o público interessado em dança poderá conferir também a série Dança Contemporânea, exibida desde 2009 pelo SescTV, e que acaba de ganhar nova temporada no canal e na internet. Os 13 novos episódios propõem um olhar plural para a cena da dança contemporânea no país a partir das poéticas do corpo negro. Integrados ao projeto #Do13ao20 – (Re)Existência do Povo Negro (sescsp.org.br/do13ao20), que propõe diálogos sobre a condição social da população negra e objetiva reiterar os valores institucionais, bem como o reconhecimento das lutas, conquistas, manifestações e realidades do povo negro, a curadoria desta temporada é assinada pela artista e pensadora em dança, gestora cultural e cientista social Gal Martins. Sua proposta evidencia as corporalidades plurais nas danças contemporâneas com o intuito de fazer presente, com dignidade, a multiplicidade de vozes que compõem o universo dança em todo o país, contemplando os corpos negros, femininos, periféricos, gordos, LGBTQI+ e tantos outros.

Além de Encruzilhada, do Grupo Fragmento Urbano, fazem parte da temporada: Arquivo Negro – Passos Largos em Caminhos Estreitos – Cia Pé no Mundo; Noite de Solos composto pelas apresentações Depoimentos para Fissurar a Pele – Núcleo Djalma Moura e Corredeira – Nave Gris Cia Cênica; Filhxs -da- P°##@ – T O D A – Coletivo Calcâneos; Herança Sagrada – A Corte de Oxalá, com o Balé Folclórico da Bahia; Cria – Cia. Suave; Eles Fazem Dança Contemporânea – interpretado por Leandro Souza; Anonimato- Orikís aos Mitos Pessoais Desaparecidos – Cia Treme Terra; Subterrâneo – Gumboot Dance Brasil; 5 Passos para não Cair no Abismo – Cia Urbana de Dança; Mulheres do Àse.- com Edileusa Santos ; Sons D’Oeste -Trupe Benkady e Mensagens de Moçambique – Taanteatro Companhia.

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