Série “Cinema” no #EMCASACOMSESC estreia mais quatro filmes nesta semana e promove bate-papo com Christian Dunker sobre novos hábitos do público com a reabertura das salas

A partir de quinta-feira, 16 de julho, o Sesc Digital disponibiliza documentário do diretor russo Alexander Sokurov gravado no Museu do Louvre, uma produção franco-alemã que é uma experiência fotográfica da diretora Agnés Varda pela França, o brasileiro Corpo Elétrico, de Marcelo Caetano, e ainda um filme estoniano carregado de muito mistério e fantasia; live com o psicanalista Christian Dunker e a crítica de cinema Maria do Rosário Caetano acontece nesta quarta, 15, às 20h, no YouTube do CineSesc

Lançada há pouco mais de um mês e com mais de 100 mil visualizações, a programação de filmes em streaming do Sesc São Paulo, na plataforma Sesc Digital, oferece mais quatro novos títulos a partir desta quinta-feira, 16 de julho. Basta acessar o Cinema Em Casa para conferir longas e documentários, sempre a partir de quinta-feira, com acesso gratuito a qualquer hora do dia para ver e rever quando e onde quiser, e sem necessidade de cadastro.

Antes, na quarta, 15, o CineSesc promove em seu canal no YouTube o bate-papo “Cinema da Vela — De Volta para o Cinema?”. Uma conversa com o psicanalista Christian Dunker e a crítica de cinema Maria do Rosário Caetano, sobre como voltar a frequentar as salas de cinema adotando novos hábitos. Num possível horizonte de retomada das atividades culturais, muitas questões povoam o imaginário dos frequentadores de cinema. Enquanto a sala representava o escuro necessário para a imersão e entrega diante de uma experiência estética construída em comunhão, como a realidade de uma pandemia pode afetar o desejo pela experiência coletiva do cinema? A mediação será do jornalista Sandro Macedo.

Nesta semana, o #EmCasaComSesc exibe o docudrama “Francofonia – Louvre sob Ocupação”, de Alexander Sokurov, indicado ao Leão de Ouro no Festival de Veneza de 2015. A obra que se situa entre a ficção e o documentário foi filmada no Museu do Louvre, na França, e sua trama se passa em 1940, à época da Segunda Guerra Mundial. O diretor do museu e um oficial alemão trabalham juntos para proteger as obras de arte dos nazistas. Um filme que aborda a relação entre arte e poder e questiona o quanto a arte pode nos ensinar sobre nós mesmo, inclusive nos momentos mais sangrentos do mundo.

Outra estreia da semana é o brasileiro “Corpo Elétrico”, do diretor Marcelo Caetano. Um drama ficcional que conta a história de Elias, assistente da estilista Diana em uma confecção de roupa feminina. O verão está chegando e seu sonho é conhecer o mar. Na fábrica, as responsabilidades aumentam à medida em que o fim de ano se aproxima. Depois de uma noite fazendo hora extra, Elias e os operários decidem sair e tomar uma cerveja. É quando novas possibilidades de encontros surgem no horizonte de Elias.

A partir desta quinta, 16, o público também poderá conferir o documentário franco-alemão “Visages Villages”, da cineasta belga Agnès Varda e do fotógrafo e artista urbano francês JR, pseudônimo de Jean Réné, e muito conhecido por suas exposições fotográficas ao ar livre. O filme é uma experiência fotográfica e cinematográfica destes dois talentos mundialmente reconhecidos por questionarem a cultura da exibição das imagens. Juntos, eles viajam por regiões da França bem longe dos centros urbanos, com um caminhão que captura imagens de forma mágica.

E fechando a lista de estreias da semana, uma produção da Estônia, no norte da Europa. Muito mistério e fantasia em “A Sociedade Secreta de Souptown”, do diretor Margus Paju. Em pleno festival de verão da cidade, Mari e seus amigos notam algo estranho: todos os adultos estão agindo como crianças! Eles pedem ajuda ao avô de Mari e recebem um caderno antigo com pistas para o antídoto contra a epidemia misteriosa que está afligindo a cidade. Com apenas 48 horas para reverter a maldição e um misterioso homem mascarado em seu encalço – a Sociedade Secreta sai em sua missão mais importante.

A programação do Cinema #EmCasaComSesc contempla quatro eixos principais neste primeiro momento. Uma curadoria de clássicos do cinema, em sua maioria cópias restauradas e exclusivas na plataforma; uma seleção contemporânea internacional, com filmes que tiveram uma trajetória relevante em festivais no mundo todo e que merecem uma nova oportunidade de exibição ao público; uma janela dedicada ao cinema nacional, com produções de grande alcance de público e filmes independentes que merecem maior espaço de exibição — haverá também destaque aos documentários, ponto forte na produção cinematográfica brasileira; e por fim, uma seleção de filmes infanto-juvenis, visando a formação de público, desde os primeiros anos de vida, para a diversidade do cinema e ampliação do lastro de narrativas.

A iniciativa de oferecer filmes em streaming em sua nova plataforma digital reforça os aspectos que ancoram a ação institucional do Sesc São Paulo, garantindo o acesso a conteúdos da cultura a variados públicos. Com maior presença no ambiente online, o Sesc amplia sua ação de difusão cultural, de maneira acessível e permanente. O público ganha assim mais um espaço para contemplar, descobrir e redescobrir o cinema, a partir de grandes obras selecionadas, disponibilizadas online e gratuitamente.

Os filmes ficam disponíveis por um período determinado, com alterações e novas estreias semanais a cada quinta-feira (considerando a semana de cinema de quinta à quarta-feira). Haverá ainda possibilidade de prorrogação da exibição, conforme a demanda do público, além de sessões especiais por períodos menores (como 24h, por exemplo). A curadoria do Cinema #EmCasaComSesc conta com a experiência do CineSesc, que segue fechado desde o mês de março, por conta da crise causada pelo novo coronavírus.

+ Filmes em cartaz

Quem navega pela plataforma Sesc Digital encontra outras 22 opções de filmes que permanecem disponíveis para acesso gratuito e irrestrito do público. Em Cinema Em Casa , há o clássico “De Crápula a Herói”, de Roberto Rossellini, o alemão “Manifesto”, do cineasta e multiartista Julian Rosefeldt, o terror surrealista “A Hora do Lobo”, do sueco Ingmar Bergman, e a cópia restaurada de “Mamma Roma”, de Pier Paolo Pasolini.

Também permanecem no serviço de streaming do Sesc São Paulo, o belo “A Carruagem de Ouro”, do francês Jean Renoir, “Os Palhaços”, de Federico Fellini, “Academia das Musas”, de José Luis Guerín, “Violência e Paixão”, de Luchino Visconti e “Paterson”, de Jim Jarmusch.

A produção do cinema nacional tem um espaço de destaque no Sesc Digital, com 11 títulos, entre filmes, documentários a animações. A lista conta com “Vou Rifar Meu Coração”, documentário de Ana Rieper, “Todos os Paulos do Mundo”, de Gustavo Ribeiro e Rodrigo de Oliveira, “Garoto Cósmico”, de Ale Abreu e “Ela Volta na Quinta”, de André Novais Oliveira. Completam a lista os infantis “Corda Bamba – História de Uma Menina Equilibrista”, de Eduardo Goldenstein e a animação “Molly, a Monstrinha”, de Matthias Bruhn, Michael Ekbladh e Ted Sieger.

Última chance

Em cartaz até quinta-feira, 18 de julho, os documentários intimistas Eu Sou Ingrid Bergman, do sueco Stig Bjorkman, e Paulinho da Viola – Meu tempo é Hoje, de Izabel Jaguaribe, que acompanha a rotina do músico, do convívio familiar, aos hobbies e sua peculiar percepção da passagem do tempo. A animação brasileira Miúda e o Guarda-Chuva, de Amadeu Alban, também se despede da plataforma do Sesc na mesma data.

*Com informação do Sesc São Paulo.

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