Ser vegano vai muito além da alimentação

Pesquisa aponta que há 2 mil novos veganos a cada semana no país; mais do que um novo hábito alimentar, o estilo de vida vegano compreende mudanças no perfil de consumo geral – vestuário, calçados, decoração e cosméticos

Estima-se que a população brasileira é formada em 14% por vegetarianos e que já tenha cerca de 7 milhões de veganos, com incremento de 2 mil novos veganos por semana, no país. Os números divulgados pelo IBOPE, em abril deste ano, e pela Sociedade Vegetariana Brasileira (SVB), em 2017, impactam não só a população, mas o mercado de consumo em geral.

Principalmente o veganismo compreende uma mudança no estilo de vida, com a adoção de novos hábitos de consumo de vestuário, calçados, itens de decoração, entre outros, incluindo também os de cosméticos. Nenhum dos artigos usados pode ter origem animal em sua composição, desenvolvimento ou testes de performance e eficácia.

“Muitas pessoas que se identificam com o vegetarianismo começam a mudança pela alimentação, algumas passam a ser veganas no decorrer do tempo e a adotar, até mesmo, um cardápio crudívoro e frugívero. Mas, essa transformação acaba por envolver tudo relacionado ao consumo e ao descarte de produtos. Seja a busca por artigos cruelty free, a substituição do couro em roupas ou itens de decoração por materiais sintéticos de origem confiável, incluindo o uso de itens de maquiagens e skincare”, explica Caroline Villar, sócia-fundadora da Souvie, empresa brasileira de cosméticos orgânicos e veganos certificados pela Ecocert Greenlife e pela SVB.

Recente pesquisa publicada pela Proceedings of the National Academy of Sciences of the United States of America mostra que, se o mundo adotasse o vegetarianismo, 7,3 milhões de mortes seriam evitadas, e US$ 1,06 trilhão por ano seriam economizados globalmente. O estilo de vida convencional está associado a uma maior incidência de doenças como diabetes, obesidade, problemas cardíacos e câncer.

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