Reforma do Museu de Itabira está concluída

Fechado para visitações há cinco anos, o Museu de Itabira passou por reformas e agora está de cara nova. As obras iniciaram em setembro de 2017 e contemplaram restaurações em diversos pontos do casarão histórico: reforço em dois pilares externos, instalação de vigas em uma sala, substituição do piso e de venezianas, troca do forro do segundo pavimento e pintura geral prédio.

Orçada em R$ 145 mil, as obras estão finalizadas, mas ainda não há prazo para que o Museu de Itabira seja aberto novamente para visitação. Para isso, é necessário organizar todo o acervo público e definir um plano de gestão do espaço – sobretudo com exposições e programações culturais atraentes que possam traduzir a história de Itabira, Minas Gerais, e o seu desenvolvimento artísticos e sociocultural.

A Prefeitura Municipal de Itabira (PMI) informou que, inicialmente, o Museu será gerido pela Secretaria Municipal de Desenvolvimento Urbano (SMDU), que é responsável pelo prédio histórico. Mas existe a possibilidade de que a administração do espaço seja transferida para a Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico, Ciência, Tecnologia, Inovação e Turismo (SMDECTIT).

Esse posicionamento da PMI sobre a administração do Museu de Itabira deve ser vista com cautela. Afinal, a SMDU tem experiência e atua na preservação do patrimônio histórico da cidade, mas pouco sabe a gestão de um espaço cultural. Por outro lado, locais de visitação também causam impacto na cadeia de turismo, porém, o departamento de Turismo da cidade não possui expertise e infraestrutura suficiente para organizar uma programação ampla e atrativa para o museu itabirano.

Dessa forma, há uma necessidade de se discutir a quem cabe realmente a administração do espaço. A pasta de Cultura – atualmente pertencente a Fundação Cultural Carlos Drummond de Andrade (FCCDA) – possui aparato técnico para fazer essa gestão, já que organiza outros aparelhos histórico-culturais da cidade. Mas encontra dificuldades nas políticas de preservação do patrimônio histórico e no desenvolvimento de ações que engajam e atraiam mais tursistas para Itabira.

Diante desse quadro, seria interessante uma gestão compartilhada entre as pastas, o que permitirá um intercâmbio de informações e a execução de políticas mais sólidas na recuperação do Museu.

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