Qatar vira referência nas artes plásticas graças aos esforços da Xeica Al-Mayassa

Xeica Al-Mayassa, presidente da Autoridade de Museus do Catar, em Doha, mudou a realidade das artes plásticas em seu país e se tornou um referência indiscutível no mundo. Quando fez a abertura do Museu Nacional do Catar (NMoQ), recebeu entre seus convidados estrelas de cinema, como Johnny Depp e Luke Evans; os estilistas Pierpaolo Piccioli de Valentino e Miuccia Prada; as modelos Naomi Campbell e Natalia Vodianova; bem como o ex-presidente francês e a primeira-Nicolas Sarkozy e Carla Bruni.

crop

A visão que a Xeica reflete nas artes é característica de sua terra. Capital do país mais rico da Terra, Doha é uma cidade futurista. em entrevista à revista Vogue, a Xeica declaro que “quando ando para frente e para trás, vejo grandes mudanças acontecendo. A velocidade e a taxa de desenvolvimento estão bastante rápidas ”.

Irmã do atual Emir do Qatar, Sua Alteza Xeique Tamim bin Hamad Al Thani, ela encabeça os esforços do país para virar um centro de artes e cultura no Oriente Médio… e além. Com um gasto anual estimado em $ 1 bilhão em arte, há rumores de que a Xeica está por trás das aquisições recorde da pintura “Quando te Casarás?”, de Gauguin (custando $210 milhões em 2015) e antes disso, em 2012, uma pintura da série “Os Jogadores de Cartas”, de Cézanne, que supostamente foi vendida por $ 250 milhões.

Mas sua reputação não está em seu poder de compra. Nos últimos dez anos, além da fundação do NMoQ (Museu Nacional do Qatar), ela conseguiu levar ao Qatar grandes exposições como “Picasso-Giacometti” e uma coleção de trabalhos de Takashi Murakami, originalmente apresentados no Palácio de Versalhes. Além disso, ela investiu em mostras individuais de várias artistas mulheres proeminentes: Shirin Neshat, Mona Hatoum e a falecida Louise Bourgeois. E, pasme, supervisionou a instalação da maior escultura de Richard Serra até hoje, “East-West/West-East”, no meio do deserto do Qatar.

Os braços da Xeica chegam longe. Ela também tem enorme influência na indústria da moda: é dona da Harrods, loja britânica de departamento; e da Valentino, italiana de alta costura; investe na “Fashion Trust Arabia”, iniciativa sem fins lucrativos que apoia talentos do design da região do Oriente Médio e do Norte da África; e busca, incansavelmente por patrocínio dos profissionais para que as instituições culturais mostrem melhor empatia histórica, memória educacional e habilidades de pensamento crítico.

A Xeica Al-Mayassa deixa claro que sempre se interessou pelas pessoas e pela história da civilização. “Acho que há uma conexão lá, porque a cronologia que você vê em nosso museu nacional fala sobre as várias civilizações que vieram através do Qatar, e sobre as conexões entre as pessoas daqui com o resto do mundo.”

LEIA MAIS

Comentários