Presidente francês irá devolver obras de arte roubadas da África

O presidente francês Emmanuel Macron, no fim do mês de novembro, em comunicado oficial, informou que a França irá devolver à República do Benim, 26 obras de arte que estão no Museu de Quai Branly, em Paris. Ele irá atender a um pedido feito pelas autoridades africanas no início de 2018. Esta é a primeira operação de restituição de arte africana desenvolvida por Macron com base em um relatório que lista todas as obras de arte que foram roubadas dos países que sofreram com a colonização francesa.

Durante a colonização da República do Benim, muitas dessas obras foram levadas para França, sobre tudo após os sangrentos combates em 1892, comandados pelo general Alfred-Amédée Dodds. Ele e suas tropas retiraram as peças que serão devolvidas do palácio real do antigo Reino do Daomé. Entre elas, estava a obra conhecida como Monalisa Africana, devolvida recentemente ao país.

Como forma de retratação, Macron afirmou que também irá disponibilizar os trabalhos da equipe de conservação que se responsabilizou pelas obras enquanto elas estiveram em solo francês. Essa ação faz parte do ambicioso projeto criado pelo governo do Benin para expor esse tesouro perdido nos museus do país.

OUTRAS OBRAS PERDIDAS

O presidente francês aproveitou a oportunidade para explicar que, no primeiro trimestre de 2019, irá firmar uma parceria entre Europa e África para atualizar a lista de obras artísticas e formalizar as devoluções. Ele declarou ainda que a lista vem sendo desenvolvida graças à colaboração dos professores Felwine Sarr, do Senegal, e Bénédicte Savoy, da França.

Esse é um estudo foi encomendado pelo presidente francês para, dentro de cinco anos, conseguir criar as condições adequadas para que as restituições de todo o patrimônio africano que os museus franceses detêm, sejam feitas de forma a não prejudicar a integridade de nenhuma peça.

A iniciativa francesa despertou em outros países que colonizaram a África e fazer o mesmo. É o caso de Portugal que começa a estudar formas de catalogar e devolver as obras que tão brutalmente foram roubadas da cultura africana.

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Tatiana Linhares. Muitas. Jornalista. Mineira. Tatuada. Outono e primavera. Pão de queijo. Livros. Música. Revistas. Cinema. Teatro. Futebol. Cruzeiro. Viagens de carro. Areia e mar. Esmalte colorido. Cerveja gelada. Família grande. Incontáveis amores. Paixonites agudas. Saudade. Simplicidade. Palavras