O fim de um legado: Skank encerra as atividades

Quando se fala em rock nacional, o grupo mineiro Skank sempre figura entre as banda mais citadas. Com uma carreira de sucesso de 30 anos ininterruptos, o Skank coleciona 10 discos de estúdio lançados e premiados, incontáveis hits que ocuparam os topos das listas de mais ouvidos, lotação nas maiores casas de shows em todas as capitais por onde passou e um sem número de apresentações em estádios igualmente lotados.

No último domingo, 04 de novembro de 2019, em entrevista exclusiva à coluna da Mônica Bergamo, no jornal Folha de São Paulo, o vocalista Samuel Rosa, anunciou a parada da banda no final de 2020.

A nota oficial no site do grupo diz: “É isso. Em meio a uma série de ondas aparentemente perfeitas, os músicos resolveram fazer uma pausa e irem para a praia testarem-se fora da única formação que conheceram desde que se juntaram para fazer um som em 1991. Não teve briga nem nada que pesasse para uma decisão figadal. Somente um desejo por experimentação, por correr riscos e buscar outras formas de realização sem ser como Skank”.

Ainda na nota, Samuel Rosa afirma que “Não precisa nem da decadência, nem da guerra para terminar alguma coisa”. E o tecladista Henrique Portugal completa que “é um grande desafio pessoal para cada um. Pode ser extremamente saudável nos reinventarmos, tentarmos coisas diferentes, ter esse espaço para liberdade criativa”.

No último ano, o Skank rodou o país relembrando o começo da carreira com a turnê “Os Três Primeiros”. Mais um sucesso para a conta da banda. Agora, eles pretendem fazer o mesmo com a turnê de despedida que acontecerá ao longo do próximo ano.

A ideia é comemorar as três décadas de banda, por isso a turnê se chamará “30 Anos” e será embalada por uma coletânea de 30 hits da carreira, além de uma canção inédita. As datas serão anunciadas em janeiro.

“Nosso grande compromisso é com o público e no cuidado com a carreira. Não acreditamos que é preciso estar em baixa para dar uma parada, não precisa ser trágico, nem problemático”, explicou o baixista Lelo Zaneti. A nota oficial destaca que não houve divergência, inimizade ou briga. “Mesmo que o Skank tenha tido mudanças dentro de sua estética até agora, certas coisas são impossíveis de mudar quando se trata de uma relação dos quatro indivíduos. Quem sabe se hoje individualmente não sejamos melhores do que coletivamente?”, prova Samuel.

Os fãs certamente irão sentir, mas não ficarão órfãos. O single recente “Algo Parecido” soma mais de 31 milhões de plays no Spotify e 12 milhões de visualizações no Youtube.

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