Mariana Ramos de Morais discute em seu livro as relações entre Estado e religiões de matriz africana

As relações entre o Estado e as religiões de matriz africana, no Brasil, são o tema central do livro “De Religião a Cultura, de Cultura a Religião: Travessias Afro-Religiosas no Espaço Público”, que a cientista social Mariana Ramos de Morais lanç no sábado, 30 de junho.

A obra, publicada pela Editora PUC Minas, é resultado da tese de doutorado da autora, defendida no Programa de Pós-Graduação em Ciências Sociais da mesma universidade, sob orientação da professora Juliana Gonzaga Jayme.

Num texto que une o rigor científico ao sabor da escrita, Mariana Ramos de Morais lança um olhar histórico e analítico sobre as relações entre o poder público e as religiões afro-brasileiras, desde quando estas eram assunto policial, por serem consideradas feitiçaria, até seu reconhecimento como patrimônio cultural.

Nessa travessia de religião a cultura e, novamente, de cultura a religião, são muitas as tensões e disputas entre os praticantes dessas religiões, o Estado, os intelectuais e os representantes do movimento negro e do movimento afro-religioso.

“De Religião a Cultura, de Cultura a Religião: Travessias Afro-Religiosas no Espaço Público” nasce já como obra de referência para todos os que se interessam pelos debates em torno da religiosidade afro-brasileira, das políticas de patrimônio, da diversidade cultural e do racismo.

O livro está à venda no site da Editora PUC Minas (editora.pucminas.br/obra/de-religiao-a-cultura-de-cultura-a-religiao).

Sobre a autora

Mariana Ramos de Morais é doutora em Ciências Sociais pela PUC Minas, com um pós-doutorado em andamento nessa instituição e outro, já concluído, na École des Hautes Études en Sciences Sociales (EHESS), na França, além de pesquisadora associada do Centre d’Études en Sciences Sociales du Religieux (CéSor), da EHESS.

É autora dos livros “Nas teias do sagrado: registros da religiosidade afro-brasileira em Belo Horizonte” (2010) e “Banda de cá, banda de lá – umbanda para crianças” (2012). Co-organizou, com a antropóloga Stefania Capone, a publicação “Afro-patrimoines: culture afro-brésilienne et dynamiques patrimoniales” (2015), editada na França.

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*Com informações da Secretaria de Estado de Cultura de Minas Gerais.

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