Marcelo Falcão lança o primeiro disco solo e faz um balanço da vida

Depois de e consagrar durante 25 anos à frente d’O Rappa, aos 45 anos, Marcelo Falcão decidiu dar o ponta pé inicial em sua carreira solo com o disco “VIVER (mais leve que o ar)”, que serálançado em todas as plataformas de streaming nessa sexta-feira, 15. Em nota oficial, ele comentou que “é uma maneira de dizer para as pessoas que o meu mundo está muito mais leve agora. Hora de dar uma volta por cima, porque a vida é um sopro”.

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O cantor aproveitou o hiato que O Rappa decidiu dar na carreira em 2018 e investiu e um rumo diferente do que fez nos últimos anos à frente da banda. A aura que ronda seu trabalho solo vem cercada de leveza e romantismo. Destaque para “Gold Coast” escrita para sua esposa, Éri Bauchiglione, grávida de oito meses de Tom . “Eu a conheci quando ainda éramos comprometidos com outras pessoas. Mas no dia em que ela resolveu vir para o Brasil, nós dois estávamos solteiros havia pouco tempo”, relembrou.

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A vida pessoal de Falcão fez diferença no tipo de som que poderá ser ouvido em “VIVER”. Há três anos, o cantor descobriu ser pai de uma menina, Agatha, de 19 anos. Algo que mudou sua trajetória. Ele fez questão de dar à ela seu sobrenome, ajudar a escolher os cursos da faculdade e dar todo o suporte necessário para construir essa relação. Na época ele comentou que “tudo está sendo feito para que um dia eu tenha o convívio que me foi negado”.

“VIVER” foi gravado na Toca do Bandido, estúdio de Tom Capone, melhor amigo de Falcão que conta com a parceria de Felipe Rodarte, que hoje administra a Toca, na produção. Lá também foram produzidos e gravados os discos d’O Rappa. Entre os músicos que o cantor convidou para o disco, estão: Bino Farias (baixista do Cidade Negra), João Fera (tecladista dos Paralamas do Sucesso) e Felipe Boquinha (baterista d’o Rappa). A expectativa é que boa parte deles siga com a banda na turnê do disco, prevista para estrear em 6 de abril, no Classic Hall, no Recife, e depois partir para a Fundição Progresso, no Rio de Janeiro, no dia 26 de abril.

Em entrevista ao jornal O Globo, Falcão explicou que “só poderia ir para a estrada se estivesse com essa galera aí, senão ia tirar um ano sabático. Moldei isso na minha cabeça, eu estava na positividade e Deus me deu essa chance”. Falcão ainda frisou que os hits que alçaram O Rappa ao sucesso não ficarão de fora de seu repertório. “O único cara que tem propriedade para cantar O Rappa no mundo sou eu mesmo. Acho maneiro, por exemplo, o estilo que Los Hermanos encontraram. O Camelo vai continuar fazendo as paradas dele, eu vou continuar fazendo a minha parada, e tem aquelas bandas icônicas, gigantes, que a gente vai continuar admirando pelo resto da vida. Mas a gente não pode viver só delas”.

Já dá pra conferir, no Youtube, algumas das músicas que fazem parte do álbum!

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Tatiana Linhares. Muitas. Jornalista. Mineira. Tatuada. Outono e primavera. Pão de queijo. Livros. Música. Revistas. Cinema. Teatro. Futebol. Cruzeiro. Viagens de carro. Areia e mar. Esmalte colorido. Cerveja gelada. Família grande. Incontáveis amores. Paixonites agudas. Saudade. Simplicidade. Palavras