Madalena Não Gosta de Poema, mas ama uma boa folia!

No último sábado, 2 de fevereiro, o bloco carnavalesco “Madalena Não Gosta de Poema” realizou mais um evento que resgatou uma antiga cultura momesca itabirana: o baile de carnaval. Uma animada festa, ao som de frevos, marchinhas e sambas, alegrou e coloriu o Barril Beer nas cores do bloco, roxo e amarelo. “Na verdade a gente já tinha tido essa ideia há mais tempo, mas a gente achava que o público ainda estava começando a comprar a ideia. Quanto a ideia voltou esse ano, a gente tinha o pé no chão. Veio a dúvida de se as pessoas iriam comparecer. Mas o baile superou demais a minha expectativa. Foi massa!”, contou Diego Antunes, um dos idealizadores do bloco e pessoa responsável por carregar a “chave” que abre o carnaval de Itabira.

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Quem passou por lá pôde relembrar os antigos carnavais itabiranos de clube. “Esse era um sonho que existia: fazer essa prévia como as festas antigas de salão. Posso dizer que muita coisa superou nossas expectativas, o comparecimento e doação do público, a lotação da casa e essa interação com o carnaval da Madalena. As pessoas realmente compram a ideia e pudemos fazer tudo que a gente queria, inclusive no que diz respeito às músicas que escolhemos”, explicou Hebert Rosa, outro dos idealizadores

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Ao som da Orquestra Mistura e Manda, comandada pelo cantor Nonoca e por Marquinhos Maestro, foliões de todas as idades dançaram e farrearam. “A gente queria mesmo era fazer o melhor possível no fomento do carnaval da família. O nosso Baile do Roxo e Amarelo foi muito bonito e o público compareceu em grande número. Isso nos anima a fazer ainda melhor no bloco, que ainda está por vir, e nos próximos anos que certamente virão do baile”, comemorou Letícia Lage, uma das idealizadoras do bloco.

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Madalena também estava por lá! Centro das atenções, ela assistiu de camarote a alegria de quem foi pular o carnaval. Além deles, o DJ Cebola Sonora, completou a noite com sua “Música pra pular brasileiras”. Como o clima era propício, não faltou criatividade nos trajes escolhidos pelos foliões: tinha adereços, fantasias, tiaras, chapéus, maquiagens especiais, cílios coloridos e, claro, muita gente abusando das cores do baile. O roxo e o amarelo coloriram o salão, mas não ofuscaram a felicidade e animação de quem curtiu a festa. Hebert Rosa destacou a alegria de poder contar com os foliões. “A Madalena, hoje, ela está na cabeça das pessoas como o bloco que elas fazem parte, que defendem e que compram a ideia. Essa interação dos foliões com a Madalena é o que eu mais prezo”.

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E para a festa ficar ainda mais completa, na porta do evento, o Bloco Altamente realizou um ensaio aberto! Inspirados pelo sucesso do Madalena, os idealizadores do Coletivo Altamente, em 2019, irão colocar esse novo bloco na rua. O Altamente foi criado a partir de oficinas de percussão ministradas, desde outubro de 2018, pelo músico Juninho Ibituruna. Os 55 alunos são também os ritmistas do bloco. “O convite de fazer um “ensaio aberto” na abertura do Baile do Roxo e Amarelo faz parte do processo de aprendizado. Além disso, o Madalena tem estimulado a folia de rua no pré carnaval em Itabira e nós, finalmente, conseguimos angariar as pessoas para montar nosso bloco”, explicou Fernando Sampaio, um dos criadores do Coletivo Altamente.

A itabirana Bruna Cunha já acompanha o bloco “Madalena Não Gosta de Poema” desde seu primeiro ano. Foliã ativa, nunca perdeu nenhum cortejo. Hoje, ela é uma das ritmistas do Bloco Altamente. “Uma amiga me falou sobre o bloco e achei a ideia muito boa, fui ao ensaio e me apaixonei. O clima do bloco é muito bom e até os ensaios começaram a virar evento. Estou tocando agogô e achei uma mistura maravilhosa: Madalena + Altamente. O público recebeu muito bem o bloco. Sem contar que a ideia foi sensacional, a festa foi maravilhosa e as marchinhas trouxeram realmente um clima de carnavais antigos. Itabira precisa de mais movimentos como esse, a cidade está muito carente de diversão”.

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Gisele Diniz, jornalista, conta que acha “super bacana a iniciativa de resgatar esse tipo de carnaval aqui em Itabira. É uma festa massa, que há muito não acontecia por aqui. E o Baile do Roxo e Amarelo arrasou! Foi uma das melhores festas que fui nos últimos tempos: boa música, gente bonita, cerveja gelada e segurança! Iniciativa incrível!”.

Cortejo dos blocos

Esse ano, a Madalena ganhará as ruas de Itabira no domingo, 17 de fevereiro. A concentração do bloco acontecerá a partir das 9h, na Praça do Centenário, ao lado da Catedral Diocesana. Por volta das 12h, ao som de muito frevo e marchinhas, Madalena começará o cortejo pelas ruas dos bairros Centro e Pará, em direção à Pracinha do Pará. “Para o bloco é uma grande vaidade e uma grande alegria abrir o carnaval de Itabira e ser um realizador para que todos possam se caracterizar, vestir as cores e atuar num carnaval, já que as pessoas perderam esse hábito. Isso florescer de novo é muito válido. E ver outros blocos aparecendo é a realização da Madalena”, detalhou Hebert Rosa.

O Bloco Altamente ganhará as ruas no dias 23 de fevereiro. A concentração acontecerá no Largo do Batistinha e o cortejo seguirá até o Paredão da Rua Tiradentes. “Poxa, eu que adoro o carnaval, acho importantíssimo trazer isso para nossa cidade, que é tão carente de cultura. Inclusive o próprio governo municipal precisa entender que é bom para todo mundo. Os dois blocos precisam de ajuda estruturar ainda mais os evento. Coisas como segurança, banheiros públicos e limpeza poderiam vir da Prefeitura de Itabira. Eles tem que entender que o carnaval movimenta a economia de uma cidade”, afirma Diego Antunes.

Diego vai mais além. “A gente já está indo pro quarto ano de bloco e as pessoas estão nos abraçando. A recepção do público é incrível. Isso mostra como o itabirano é carente de eventos culturais. E agora, estão surgindo outros blocos, é sinal que quanto mais pessoas agregarem e mais blocos surgirem, melhor. Minha vontade é que cada bairro fizesse seu bloco. Não é questão de número de participantes e sim de vontade de realizar. Espero que as pessoas juntem a galera do bairro, aprendam a tocar um instrumento e faça seu próprio bloco. Meu desejo é de que esse movimento não tenha fim e chegue para ficar”.

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Tatiana Linhares. Muitas. Jornalista. Mineira. Tatuada. Outono e primavera. Pão de queijo. Livros. Música. Revistas. Cinema. Teatro. Futebol. Cruzeiro. Viagens de carro. Areia e mar. Esmalte colorido. Cerveja gelada. Família grande. Incontáveis amores. Paixonites agudas. Saudade. Simplicidade. Palavras