Itabira recebe o primeiro Slam – batalha de poesias. Veja como foi!

A poesia ganhou as ruas de Itabira na terça-feira, 04 de abril, quando a praça Dr. Acrísio Alvarenga, no centro da cidade, se tornou palco para o primeiro Slam “A Rosa do Povo”. O evento, realizado pela Fundação Cultural Carlos Drummond de Andrade (FCCDA), promoveu uma batalha de poesias com 15 participantes de localidades diferentes. Os versos foram recitados por slamers de Itabira, Timóteo, Coronel Fabriciano, Belo Horizonte e São Paulo.

Para participar da batalha de poesias é necessário apresentar trabalhos originais. As inscrições para a disputa aconteceram 30 minutos antes de o evento começar. O Slam permite um máximo de 15 competidores, que leem ou recitam seus poemas em três fases: a primeira, eliminatória, coloca os candidatos competindo entre si; sete são classificados para o segundo round; e apenas três chegam para a fase final.

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Porém, devido à disputa acirrada no Slam “A Rosa do Povo, quatro poetas disputaram o round final. A batalha se encerrou com a vitória do itabirano João Pedro Guerra Reis, de apenas 14 anos. De acordo com a FCCDA, o jovem poeta foi classificado para participar de mais quatro batalhas que podem levá-lo à final estadual e, quem sabe, aos slam’s Brasil e internacional, a ser realizado na França.

Além dos competidores itabiranos, diversos poetas de outras cidades compareceram ao evento. Entre eles, os coletivos A Rua Declama, que é composto por escritores do Vale do Aço, e Itinerância Poética, uma Kombi que roda o país levando poesia e cultura.

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O vencedor do Slam “A Rosa do Povo”, João Pedro, com a superintendente da FCCDA, Martha Mousinho.

O evento de terça-feira contou com bom público, que viu diversos poetas desfilarem poesias românticas e, sobretudo, versos de cunhos sociais e voltados para a luta feminista. Uma demonstração dos anseios da juventude em expressar seus sentimentos em relação a temas delicados – muitas vezes tabus – e que vêm pautando as discussões sociais no Brasil e no mundo.

História

A competição de poesias chegou ao Brasil recentemente. Mais exatamente, há dez anos. A paulistana Roberta Estrela D’Alva foi a responsável por trazê-la ao país. Ela viajou para Nova York onde teve contato direto com o Slam. Quando regressou ao Brasil, em 2007, constatou que não havia nada parecido. Então ela fez contato com o precursor do Slam, em Chicago, Marc Smith, e ele respondeu com muitas informações importantes.

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Desde que teve origem, o Slam tem ganhado cada vez mais adeptos. Segundo Roberta D’Alva, no Brasil existem aproximadamente 50 Slams em dez estados. Minas Gerais conta com pelo menos oito.

O projeto pretende incentivar a criação e revitalizar o cenário de poesia contemporânea por meio de performances públicas de leitura e tem o objetivo de atrair, além de poetas, espectadores e escritores que, muitas vezes, têm pouca intimidade com a “poesia tradicional”. A intenção é que os eventos reúnam jovens escritores de diversas vertentes e estilos: poetas, escritores, músicos, rappers, jornalistas, estudantes etc.

Confira a galeria de fotos do 1º Slam “A Rosa do Povo”:

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