Pontuação provisória de Itabira no ICMS Patrimônio Cultural fica abaixo de outros municípios da região

Instituto Estadual do Patrimônio Histórico e Artístico de Minas Gerais (Iepha-MG) divulgou a tabela de pontuação provisória do programa ICMS Patrimônio Cultural de 2017.  Este ano, dos 623 municípios que enviaram documentação para análise do Instituto, 621 obtiveram pontuação e irão receber ao longo do ano de 2017 repasse financeiro do Governo do Estado. Clique aqui para conferir a tabela.

Mesmo com toda a sua riqueza histórico-cultural, Itabira, até o momento, possui pontuação de 19,05. Bem abaixo de outros municípios como Joaquim Felício (21,65), Oliveira (22,72), Couto de Magalhães de Minas (23,50), Barão de Cocais (26,76), Itabirito (26,90), Congonhas (28,95), Serro (30), Conceição do Mato Dentro (33,31),  Diamantina (36,49), Santa Bárbara (44,90), Ouro Preto (50,20), Mariana (57,67).

Apesar das avaliações do Iepha-MG levarem em conta a análise documental enviada pelos municípios, o resultado obtido até agora por Itabira evidencia a necessidade de melhorar a gestão histórico-cultural do município, assim como destinar mais recursos e esforços nos trabalhos de preservação histórica, cultural, artística e patrimonial da cidade.

Para receber os recursos do ICMS Patrimônio Cultural, os município devem construir e colocar em prática, com a participação da comunidade, sua política municipal de proteção ao patrimônio cultural, trabalhando para que ela se efetive como política pública.

Os municípios que não concordarem com os pontos recebidos terão até o dia 30 de junho para recorrer, e o pedido de revisão da análise poderá ser realizado apenas por meio de mensagem eletrônica, devendo constar as razões detalhadas do pedido de revisão. O Iepha-MG terá até o dia 11 de julho para responder as solicitações de revisão. No dia 20 de julho de 2016, a tabela com a pontuação final obtida por cada município será divulgada no site www.iepha.mg.gov.br.

Em novembro, a pontuação definitiva será encaminhada à Fundação João Pinheiro, instituição responsável por calcular os valores que as prefeituras irão receber do Governo de Minas Gerais. O Instituto oferece orientação técnica aos municípios, que pode ser feita pelo e-mail icms@iepha.mg.gov.br ou, também, em atendimento presencial, com agendamento prévio pelo telefone.

Minas gerais

Desde 1996, foram instalados 727 Conselhos Municipais do Patrimônio Cultural no estado. Até 2015, 665 municípios aprovaram legislação e criaram o Fundo de Preservação do Patrimônio Cultural. O número de bens protegidos na esfera municipal também é destaque. Em 2015, o estado já contava com cerca de 4 mil bens protegidos pelos municípios. Já as ações de Educação Patrimonial foram implementadas em 596 cidades mineiras.

Para Michele Arroyo, presidente do Iepha-MG, o ICMS Cultural é um programa que contribui efetivamente para a criação e fortalecimento de políticas de proteção ao patrimônio cultural no municípios mineiros.  “A próxima etapa será a implantação de um sistema para o programa do ICMS Patrimônio Cultural que será acessado pelo site do Iepha. Seu objetivo é trazer mais acessibilidade e agilidade às informações do programa pela população”, diz Michele.

Repasse de recursos

De 1997 até 2015, o Governo do Estado de Minas Gerais repassou por meio do ICMS Patrimônio Cultural cerca de R$ 692.458.816,93 aos municípios participantes do programa. Até abril deste ano foram distribuídos R$ 26.532.884,27. Em 2014, 635 municípios encaminharam documentação para análise do Iepha-MG e 622 pontuaram.

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Nova Deliberação Normativa

O Conselho Estadual de Patrimônio Cultural (Conep) aprovou em fevereiro a nova Deliberação Normativa que regula o Programa ICMS Patrimônio Cultural. As novas medidas passam a valer para a documentação que os municípios irão enviar no final de 2016.

A deliberação foi construída a partir de um processo de escuta aos municípios participantes do programa, por meio de seminários realizados em 2015 por todo o estado de Minas Gerais. Um dos objetivos é simplificar o trabalho dos municípios, que passarão a enviar os conjuntos documentais agrupados em três quadros: Gestão; Proteção e Salvaguarda; e Promoção do Patrimônio Cultural.

*Com informações da Agência Minas

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