Idris Elba desistiu de ser o James Bond por conta do racismo

Daniel Craig anunciou, recentemente, que após por dar vida ao James Bond com maestria durante quase 15 anos, irá se aposentar do papel. Ele irá interpretar esse personagem icônico pela última vez em “Bond 25”, próximo título da franquia.

Por isso, a procura por um novo 007 ganhou mais força do que nunca. E um dos principais cotados para assumir a posição era o britânico Idris Elba. Reconhecido por ser a estrela de produções de peso, como a série “The Wire”, da HBO; o filme “Beasts of no Nation”, da Netflix, e sucessos como “A Torre Negra”, ele anunciou – durante uma entrevista à revista “Vanity Fair” – que comentários racistas sobre sua possível escalação o fizeram desanimar de aceitar o convite.

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Durante a entrevista ele deixou claro que ficou com o “coração partido quando ouvi pessoas dizendo: ‘Não é possível’. No final das contas, sabia que era por causa da cor da minha pele. E se eu aceitar e não der certo? Teria sido pela cor da minha pele? É uma posição complicada de se colocar, e eu não preciso disso”.

Elegante, Idris falou sobre a importância do personagem no cotidiano, mas ressaltou que não tem mais o ímpeto de interpretá-lo nessas circunstâncias. “O James Bond é um personagem querido, que move a audiência. Claro que se alguém me propusesse, ‘você quer ser James Bond?’, eu diria que sim. É fascinante pra mim. Mas não é um desejo. Eu não penso em ser o James Bond negro”.

Atualmente, ele integra o elenco da quinta temporada da série “Luther”; goza de prestígio na TV e até atacou de DJ na edição passada do renomado festival “Coachella”. Filho de imigrantes de Gana e Serra Leoa, Idrissa Akuna Elba cresceu no bairro suburbano do Hackney, em Londres e faz questão de exaltar as lutas por suas raízes. Por isso, não poupou críticas ao racismo e a falta de oportunidades para artistas negros.  “Existem muitos artistas e performers negros neste país. Os britânicos amam reggae porque a maioria dos imigrantes instalados aqui são do Caribe. Mas, ainda somos poucos em termos de dramaturgia”.

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