“Ideias”, série de debates do #EMCASACOMSESC, anuncia programação do final de semana

YouTube do Sesc São Paulo abre espaço para reflexão e troca de experiências sobre os mais variados assuntos, com articuladores sociais e participação do público; os encontros acontecem às 16h. Agenda de 22 a 24 de maio traz discussões acerca do contexto político atual, a importância do brincar na infância e os impactos desiguais da pandemia da Covid-19 no Brasil e no mundo

Inaugurada no dia 13 de maio, a série Ideias, promovida pelo Sesc São Paulo por intermédio de seu Centro de Pesquisa e Formação (CPF), busca incentivar o debate e a reflexão no contexto desafiador em que nos encontramos. As transmissões acontecem sempre às 16h, pelo canal do YouTube do Sesc São Paulo, e ficam disponíveis para acesso posterior. Na conferência virtual, debatedores e um mediador apresentam uma temática para troca de ideias e o público pode interagir com perguntas que são repassadas aos palestrantes.

Neste final de semana, tem bate-papos sobre o contexto político brasileiro durante a pandemia a partir de um texto escrito por Hélio Oiticica em 1969, na sexta-feira; a importância da brincadeira e do ECA (Estatuto da Criança e do Adolescente), como parte da programação da Semana Mundial do Brincar 2020, no sábado; e como a pandemia causada pela Covid-19 afeta de modo profundamente desigual as diferentes raças, gêneros e classes sociais, principalmente no Brasil, no domingo.

Programação “Ideias” #EMCASACOMSESC

22 de maio, sexta-feira – 16h

Brasil Pandemia: pensamento crítico em tempos de Covid-19

Em 1969, sob as botas da ditadura militar, Hélio Oiticica escreveu um ensaio-manifesto que chamou de “Brasil Diarreia”. Nele, se perguntava como “enfrentar o surrealismo brasileiro” cuja “formação diarreica” era baseada na falta de “caráter”, na “convi-conivência (doença típica brasileira)”. A cultura brasileira precisa de “aspirina” ou de “cura”, ele também se perguntava. E escolhia a cura da doença. A cultura brasileira precisaria voltar a se reinventar, deglutindo o bom alimento internacional e o experimentalismo construtivo que poderia curar a diluição da matéria nacional doente que descia pelos esgotos de nosso absurdo.

Cinquenta anos depois, novamente sob a espreita de uma ditadura furtiva, muitos veem o país atravessado pelos mesmos processos, perdendo definitivamente sua ambição de construir, livre e experimentalmente, um futuro bom. O debate partirá dessas questões para confrontar leituras e interpretações de um novo mal-estar brasileiro que assola, ou sepulta, o sonho do país do futuro.

Participantes:
Francisco Alambert – Paulistano, é doutor em História pela USP, onde leciona História Social da Arte e História Contemporânea. Historiador e crítico de arte, colabora em diversos jornais e revistas do país. Escreveu Bienais de São Paulo: da era do Museu à era dos curadores (que recebeu o prêmio Jabuti em 2004), MASP-70 anos (2019), e é co-autor, entre outros, de Sobre a arte brasileira (2015) e Viagem Incompleta (2000).

Tiago Ferro – Nasceu em São Paulo, Brasil, em 1976. Editor e escritor, é um dos fundadores da editora de e-books e-galáxia e da revista de ensaios Peixe-elétrico. Colabora regularmente com textos sobre cultura para as revistas piauí, Cult, Serrote e Suplemento Pernambuco. Mestre em história social pela Universidade de São Paulo, atualmente pesquisa a obra do crítico literário Roberto Schwarz no programa de doutorado da mesma universidade.O pai da menina morta, seu romance de estreia, venceu o Prêmio Jabuti categoria romance e o Prêmio São Paulo de Literatura 2019 categoria romance de estreia.

Mediação:
Lidiane Soares Rodrigues – Historiadora e socióloga, tem pós-doutorado na Ecole des Hautes Études en Sciences Sociales/Paris (EHSS) e leciona na Universidade Federal de São Carlos (UFSCar). No domínio da sociologia da cultura, tem investigado a produção e o público de intelectuais midiáticos, ideologicamente à esquerda e à direita; além de coordenar uma pesquisa sobre as práticas culturais, arranjos domésticos e sentimentos ligados à Pandemia atual.

23 de maio, sábado – 16h

Sesc na Semana Mundial do Brincar: Brincar entre o Céu e a Terra

O Sesc São Paulo promove um bate-papo sobre a temática da Semana Mundial do Brincar 2020, que traz o devaneio, a imaginação e a criatividade da criança como meio propulsor do brincar em tempos tão complexos, que já o eram antes e ainda mais agora durante a pandemia de Covid-19. Trata também de homenagear os 30 anos do ECA (Estatuto da Criança e do Adolescente), exaltando um dos seus mais importantes artigos sobre o Direito da Criança de Brincar.

Participantes:
Letícia Zero – Atualmente coordenadora da Secretaria Executiva da Aliança pela Infância. Com experiência em planejamento e gestão de projetos sociais e culturais. Trabalha com e pela infância há mais de 10 anos, tempo no qual vêm observando tanto as crianças quanto as hortas, e aprendendo que olhar o céu é fundamental para se encantar pela infância e garantir os seus direitos.

Pedro Hartung – advogado especialista em direitos da criança, coordenador no Alana e doutorado pela USP, com pesquisa em Harvard/EUA e no Instituo Max Planck/Alemanha.

Mediação:
Elisama Santos – Psicanalista, escritora e consultora em Comunicação Não Violenta e Disciplina Positiva. Além do livro “Educação Não Violenta” (2019), sucesso de crítica e vendas, ocupando a lista dos livros mais vendidos em seu segmento, também é autora de “Por que Gritamos?”, lançado em maio de 2020.

Dia 24 de maio, domingo – 16h

Os impactos desiguais da Covid-19

As professoras Heloisa Buarque de Almeida, Marcia Lima e Ana Paula C. Simioni propõem uma conversa sobre o modo desigual com que a pandemia causada pelo Covid-19 afeta as pessoas. Procuramos compreender como variáveis como raça, gênero e classe, podem se sobrepor, pesam sobre pessoas e grupos sociais, especialmente no Brasil.

Participantes:
Heloisa Buarque de Almeida – Professora da USP, Coordenadora do Programa de Pós-Graduação em Antropologia Social. Doutora em Ciências Sociais pela Unicamp. Atualmente Pesquisa nos seguintes temas: gênero, mídia, consumo, família, corpo, violência de gênero.

Márcia Lima – Professora de sociologia da USP e pesquisadora do CEBRAP. Realizou pós-doutorado na Columbia University e foi visiting fellow no Hutchins Center for African and African American Studies em Harvard.

Mediação:
Ana Paula Simioni – Docente do IEB-USP, onde é também líder do grupo de pesquisa sobre “Arte e poder no Brasil”. Autora do livro “Profissão artista: pintoras e escultoras acadêmicas brasileiras” (Edusp/ Fapesp, 2008).

*Com informações da Assessoria de Comunicação da Sesc-SP.

LEIA MAIS

Comentários