Héloa lança segundo disco,”Opará”, com parcerias de Luedji Luna, Mateus Aleluia, Fabiana Cozza e mais

Héloa acaba de divulgar seu segundo registro de estúdio “Opará”, em todas as plataformas digitais. Lançado pela YB Music e com direção artística da própria cantora, projeto tem o ritmo das águas e das marés como fio condutor principal das 10 faixas que o compõem. Como resultado, traz o imaginário do Rio São Francisco, a magia do sertão, dos povos ribeirinhos, dos saberes tradicionais das matrizes africanas, indígenas e das diversas formas de resistência.

“Esse disco surge de uma grande vivência e entrega ao universo religioso e sagrado do candomblé e indígena, marcado pela minha iniciação e consagração para o chamado ancestral. A partir daí se abre uma novo olhar diante da minha própria carreira e vida. Mergulhei nas tradições afim de desconstruir e descolonizar cada vez mais meu pensamento e trazer uma produção horizontal e em consonância com o modo de vida desses povos. Refletindo sobre o tempo e o sagrado em mim”, explica a cantora sergipana.

Nas escolhas rítmicas, de timbres e instrumentos que marcam a base desse álbum, ataques, pandeirões, acordeon e sanfora trazem o samba duro, afroreggae, afrobeat, ijexá e forró. Tudo inspira-se, profundamente, na musicalidade afro-indígena e nordestina brasileira, dialogando com a música negra produzida também em países como Cabo Verde, Angola, Cuba e Moçambique a partir da diáspora.

Quem assina a produção é o paulistano Zé Nigro e a co-produção é do pernambucano Maurício Badé.

Baixos, sons sintéticos e programações foram responsáveis por deixar a sonoridade ainda mais quente. Para somar nas diversas potências envolvidas, o multi-instrumentista Webster Santos traz violão de 7 cordas, viola,guitarra e banjo, além do toque especial dos músicos Maurício Fleury e Edy Trombone.

Em “Opará”, Héloa traz uma voz que passeia entre o lírico e o popular, com força e suavidade. Com sotaque e interpretações que lhe garantem uma versatilidade.

Entre as vozes, destacam-se as participações especiais de Seu Mateus Aleluia, Fabiana Cozza, Mestrinho, indígenas da aldeia Kariri-Xocó e o grupo Mulheres Livres, um coral formado na Penitenciária Feminina da Capital de São Paulo, no Carandiru, com seis sul-africanas e duas malaias que compartilham o talento que descobriram no cárcere.

Para as letras, além das faixas escritas pela própria artista, uma em parceria com a baiana Luedji Luna e outras assinadas pelos mineiros Sérgio Pererê e Luiz Gabriel Lopes, além do paraense Saulo Duarte.

Com uma equipe composta majoritariamente por negros e indígenas, “Opará” reverencia figuras ancestrais, nkisis, voduns, orixás, caboclos e pajés, colocando o próprio homem contemporâneo e tecnológico, em busca de conexão em meio a adversidade, nas encruzilhadas e caminhos do diálogo. Com as mãos e os pés na terra.

Ouça o álbum “Opará”, de Heloá:

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