Grupo Tumbaitá é tema de exposição na Fundação Carlos Drummond de Andrade

Definir um significado para as manifestações culturais não é trabalho fácil. O grande número de expressões artísticas e as suas influências dificultam, e muito, esse processo. Sem contar que definir é apenas uma forma de limitar algo. E, convenhamos, arte não é para ser limitada. Porém, como uma forma de facilitar a comunicação, podemos estabelecer alguns conceitos.

Se pesquisarmos a palavra folclore no dicionário vamos encontrar termos como costume, lendas e provérbios. Todos eles se encaixam como definição, mas o conjunto deles forma um conceito mais completo. Porém, mais amplo e interessante é dizer que é um conjunto de manifestações culturais de um povo. Podemos ter chegado a um consenso. Mas ele é limitador, ao contrário do trabalho do Grupo Folclórico Tumbaitá, que divulga essas manifestações culturais por meio da dança e da música.

E esse trabalho é mais que coreografias, encenações e o retumbar dos tambores. Envolve um sério trabalho de composição de figurino, cenografia e pesquisa. Tudo para reproduzir nos palcos um pouco da história e cultura que foi e é feita por esse Brasil. Parte desse trabalho chega agora para o público itabirano. Desde o dia 25 de agosto está aberta na Fundação Cultural Carlos Drummond de Andrade (FCCDA) a exposição “Tumbaitá: uma história parafolclórica”.

A mostra traz mais do que os figurinos, acessórios, calçados e instrumentos musicais que, em algum momento, foram usados pelo Tumbaitá em suas apresentações. É um mergulho em tradições regionais brasileiras, no processo de criação de um espetáculo e, sobretudo, na história de um grupo itabirano que há quase 20 anos fomenta, registra e preserva o folclore nacional.

Os interessados em conhecer mais sobre essa história podem visitar a exposição na Galeria da FCCDA até o dia 20 de setembro. O espaço está aberto de segunda a sexta, das 8h às 18h, e aos sábados e domingos, de 8h às 12h. A entrada é gratuita.

História
Criado em 1996, o Grupo Folclórico Tumbaitá se dedica à preservação e divulgação das tradições folclóricas brasileiras. Esse trabalho passa pelo estudo das manifestações artísticas e a sua representatividade, que chega ao público por meio das coreografias e escolhas musicais dos espetáculos.

O Tumbaitá já foi reconhecido com a medalha “Calmon Barreto”, concedida pelo Governo do Estado Minas Gerais, e com o prêmio “Cultura Popular – Mestre Duda – 100 Anos de Frevo”, concedido pelo Ministério da Cultura. Recentemente, foi premiado no 5º Festival Internacional de Danças Folclóricas e Urbanas de Criciúma (Festinfolc 2014) com o 2°lugar pela pesquisa e coreografia, contemplando o coreógrafo Warley Ferreira com o prêmio “Pé de Prata”, pelos trabalhos desenvolvidos no grupo.

SERVIÇO
Tumbaitá: uma história parafolclórica
Data e horário: segunda a sexta, 8h às 18h; sábado e domingo, 8h às 12h
Local: Galeria da FCCDA (Avenida Carlos Drummond de Andrade, 666, Centro)
Ingressos: Gratuito
Outras informações: (31) 3835-2102

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