Fundação de Arte de Ouro Preto abre edital para exposição do Festival de Inverno

Fundação de Arte de Ouro Preto (Faop), inspirada pelo movimento da “Tropicália”, tema norteador do Festival de Inverno de Ouro Preto e Mariana Fórum das Artes – 2018, convoca artistas para compor a exposição coletiva “Opinião 2018”.

A mostra será realizada na Casa dos Contos, em Ouro Preto, e no Centro Cultural SesiMinas, em Mariana, durante o festival. Os interessados têm até 20 de junho para enviar os trabalhos. Para participar, é preciso ser nascido ou residente na cidade escolhida para a submissão das obras. Mais informações estão disponíveis no edital.

“Opinião 2018” faz referência à exposição “Opinião 65”, organizada pelo marchand Jean Boghici e pela colecionadora e crítica de arte Ceres Franco no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro (MAM).

A mostra realizada em 1965 foi inspirada pela efervescência cultural desse período e, especialmente, por um espetáculo homônimo estrelado por Nara Leão (depois substituída por Maria Bethânia), João do Vale e Zé Keti no Teatro Arena, em Copacabana.

Embalados pela canção-tema – “Podem me prender, podem me bater, podem até deixar-me sem comer que eu não mudo de opinião” -, os três participavam da primeira manifestação cultural organizada após o golpe militar.

A mostra coletiva “Opinião 65” marcou o início de um ciclo de abertura do cenário artístico-cultural do país para intensos e apaixonados debates, atividades e propostas criativas, e funcionou como embrião da “Tropicália”, que estouraria pouco tempo depois.

A Faop é responsável pela Curadoria de Artes Visuais do Festival de Inverno de Ouro Preto e Mariana Fórum das Artes 2018.

Edital de Mariana – https://goo.gl/gvtnjy
Edital Ouro Preto – https://goo.gl/arofAc
Carta Convite – https://goo.gl/S3Kn3S
Retificação 1 – https://goo.gl/2xcun2
Retificação 2 – https://goo.gl/NnAzyd
Ficha de inscrição – https://goo.gl/Vea3dk

Faop 50 anos

A Fundação de Arte de Ouro Preto (Faop) nasceu em 1968 da união dos esforços do poeta Vinícius de Moraes, da atriz Domitila do Amaral, do escritor Murilo Rubião e do historiador Afonso Ávila como um espaço para produzir e estudar arte, semeando um novo olhar em tempos árduos. Na Faop nasceu o primeiro curso para formação de conservadores e restauradores do Brasil. Este ano, a instituição celebra 50 anos de valorização, incentivo e preservação do patrimônio artístico de Minas.

A Faop atua por meio de políticas públicas, parcerias sociais, comunitárias e educativas, realizando ações de conservação, restauração, fazeres tradicionais e da arte contemporânea em seus mais diversificados suportes e linguagens.

*Com informações da Agência Minas.

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