Filme sobre o diretor Hector Babenco ganha prêmio no Festival de Veneza

O filme de Bárbara Paz sobre o cineasta Hector Babenco foi premiado no Festival Internacional de Cinema de Veneza. “Babenco – Alguém Tem que Ouvir o Coração e Dizer: Parou” conquistou o Prêmio da Crítica Independente no 76ª edição do evento.

Em nota oficial, o júri justificou que a entrega o prêmio aconteceu “porque o cinema está filmando a memória, porque o cinema está contando a história daqueles que vivem, daqueles que viveram, porque o cinema está comemorando o amor, porque o cinema é amor”.

O filme tem produção de Myra Babenco, Caio Gullane e Fabiano Gullane. Em sua divulgação para o filme, Bárbara Paz citava a inspiração para o filme. “O filme é um poema visual, minha ode a Hector. E também minha despedida dele. O filme revela através de meu olhar seu interior e seu amor pelo cinema, que ajudou a mantê-lo vivo por muitos anos. Ele morreu como ele viveu, filmando até o fim”.

Hector Babenco, diretor argentino naturalizado no Brasil, morreu em 2016 após parada cardíaca. No longa, em preto e branco, Bárbara documenta vida e morte do cineasta. Na sinopse do filme há a citação do último pedido de Hector para Bárbara:

“’Eu já vivi minha morte, agora só falta fazer um filme sobre ela’. Nesta imersão amorosa na vida do cineasta, ele se desnuda, consciente, em situações íntimas e dolorosas. Revela medos e ansiedades, mas também memórias, reflexões e fabulações, num confronto entre vigor intelectual e fragilidade física que marcou sua vida. Do primeiro câncer, aos 38 até a morte, aos 70 anos, Babenco fez do cinema remédio e alimento para continuar vivendo. Esse é o primeiro filme de Bárbara Paz mas, também, de certa forma, a última obra de Hector – um filme sobre filmar para não morrer jamais”.

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