“Erótica & Bad Vibe” entrega a sonoridade climática do powertrio brasiliense Aiure

O post rock encontra a brasilidade do Auire, trio do Distrito Federal que se destaca pela sonoridade instrumental e intensa. Com o lançamento do single “Erótica & Bad Vibe”, a banda se despede do nome de batismo, Vintage Vantage, e começa a trilhar um novo caminho. A música abre portas para o álbum que será lançado ainda no primeiro semestre de 2018. Gustavo Halfeld assina a produção e a gravação aconteceu na Sala Fumarte.

A guitarra de Lucas Pacífico, o piano de Gabriela Ila e a bateria de Renan Magão se encontram com outros sons. A instrumentação enérgica desde o início da composição vai se fundindo e explorando caminhos, em êxtase crescente que resulta numa calmaria embalada por viola caipira. A mistura de elementos do rock à música brasileira é uma das características marcantes do som da banda.

“Assim como a maioria das nossas músicas, o Pacífico trouxe o riff e a ideia em geral e eu e o Magão criamos nossos arranjos em cima dele. Essa música foi relativamente fácil de fazer. Não é sempre que temos facilidade em fechar arranjos, mas ela fluiu fácil desde o começo e trouxe a nós uma nova possibilidade de brincar com outros instrumentos e propostas, como o sintetizador e a mini-música de viola caipira no final. Essa proposta de ‘mini-músicas’ ou ‘músicas pequenas de transição’ é algo que fizemos uma vez no nosso single/clipe de A Divina Comédia e pretendemos explorar mais no disco”, conta Gabriela.

03

“Erótica & Bad Vibe” chama atenção ao reunir, em uma só música, conceitos tão díspares. O sensual e o melancólico dão o tom da composição, cujo nome partiu da forma como um dos integrantes descreveu um sonho que tinha tido. “Gostamos tanto desse conceito que adotamos como nosso estilo musical”, completa Gabriela.

Surgido em 2013 como um quinteto, foi no ano seguinte que o Aiure evoluiu para o formato trio consolidado atualmente. Na época, ainda chamado de Vintage Vantage, lançou o EP homônimo, com seis faixas e um baixista e um trompetista na formação.  Este disco chegou a final do Festival Universitário de Música Candanga (Finca), da UnB, na categoria de “Melhor Banda Instrumental”.

Foi com o trabalho seguinte, o denso “Neblina” (2016), com quatro canções, que os músicos começaram a circular pelo país, em uma turnê que passou por São Paulo, Goiânia e cidades próximas, além de ter ficado entre os melhores lançamentos de 2016, de acordo com o blog RockinPress.

Ouça “Neblina”: http://spoti.fi/2sMSoDC

O próximo álbum, também batizado de “Aiure”, traz elementos novos e tons de sua sonoridade inicial. Unindo o som da banda com trompete, percussão, baixo, guitarras e sintetizadores, o álbum contará ainda com um coral. Tudo isso para trazer um tom ainda denso, porém consideravelmente mais etéreo e atmosférico.

O novo nome da banda vem para fazer coro a essas sensações – embora tenha surgido quase que por acaso. Ao assistir uma entrevista de Chico Xavier, o guitarrista Lucas Pacífico escutou a palavra “aiure” e foi procurar seu significado. Acabou descobrindo que se tratava de “alhures”, ou seja, “de outra parte, em outro lugar”. Ao relatar a história aos outros músicos, a preferência por “aiure” acabou se estabelecendo como a nova identidade da banda. Repaginado, o Auire se prepara para surpreender com seu mais novo álbum, previsto para maio de 2018.

Conheça a música “Erótica & Bad Vibe”:

Ouça “Erótica & Bad Vibe”:

Conheça Aiure:

LEIA MAIS

Comentários