Em março, FCCDA recebe exposição em que Drummond declama poesia pelo telefone

O telefone toca e ao atender se depara com a voz do poeta itabirano Carlos Drummond de Andrade na outra linha recitando alguns de seus poemas. Essa cena ganhou vida no projeto “Drummond, Fala, Fala, Fala” idealizado pelo neto do escritor, Pedro Drummond, e desenvolvido pela equipe de robótica da Universidade Federal de Itajubá (Unifei) – campus Itabira, Drumonsters.

O projeto leva as pessoas a uma experiência única com a obra de Drummond. Elas atendem a uma chamada em um telefone – que pertenceu à coleção particular do poeta – e tem a oportunidade de ver o escritor recitando seus próprios versos. E mais: é possível selecionar qual poema deseja escutar.

Essa instalação foi pensada por Pedro Drummond, que decidiu convidar a Drumonster para desenvolver os mecanismos necessários para colocar o projeto em prática. O público itabirano poderá passar por essa experiência em março, quando a Fundação Cultura Carlos Drummond de Andrade (FCCDA) recebe uma exposição com diversos itens do acervo do poeta.

Essa será a segunda vez em que o telefone será exposto em Itabira. Em 2017, durante a Semana Drummondiana, realizada tradicionalmente em outubro, o aparelho esteve em duas localidades: na Avenida João Pinheiro e na Fazenda do Pontal.

Origem

Em 1995, Pedro Drummond resolveu gravar a voz do seu avô recitando alguns poema na secretária eletrônica da casa da família. Eventualmente, um jornalista descobriu e decidiu publicar o número de contato em seu jornal. Foi o necessário para que várias pessoas ligassem para a casa diariamente só para ouvir as poesias na voz do escritor itabirano.

Fórum das letras

No dia 22 de novembro de 2017, a Drumonster participou do Fórum das Letras, em Ouro Preto, Minas Gerais. Promovido pela Universidade Federal de Ouro Preto (UFOP), o evento, que tem como objetivo valorizar a identidade e a diversidade da literatura de língua portuguesa, homenageou Carlos Drummond de Andrade.

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