Em busca de um novo momento criativo, os itabiranos do Poison or Medicine preparam o lançamento de “Ritual”

Com três EPs lançados, a banda itabirana Poison or Medicine segue com sua intensa produção musical e prepara o lançamento do seu quarto registro. Desde abril, o grupo vem usando as suas redes sociais para divulgar as músicas que integrarão o seu novo projeto, “Ritual”, que deve ganhas as ruas ainda em junho.

Esse modelo de divulgação das canções foi pensado com o objetivo de ir construindo um quebra-cabeças que, quando completo, se torna o álbum “Ritual”. Até o momento, já foram apresentadas cinco canções – “Whispering”, “Suicide”, “Fate” e “Portraits”. Ao todo, o novo projeto deve contar com seis música, sendo que “Dope” e “Taste” ainda seguem inéditas.

“Nós quisemos dar para cada música uma identificação visual também, através das fotos, para que no momento que a pessoa ouvisse as músicas e visse as fotos tivesse alguma referência. E usamos neste EP fotos de pessoas que fizeram parte diretamente do processo e remeter a algo nostálgico, que é a intenção que temos nas letras e músicas”, destaca João Jardel, vocalista e compositor do Poison or Medicine.

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Esse novo trabalho também marca um novo momento criativo para o grupo. Nessa nova fase, a banda deixa de lado as composições introspectivas e inspiradas em situações complicadas do cotidiano para adotar uma pegada reflexiva e que busca encontrar sentido nesses momentos ruins. O nome do EP, “Ritual”, inclusive, sugere essa transição.

“Ao contrário do ‘1985’ [último trabalho da grupo], onde as músicas foram aparecendo, neste a gente teve o cuidado de fazer com que as canções gerassem uma identificação de que este é um trabalho nosso. Tentamos trabalhar as linhas de violões para que remetessem ao folk e ao alternativo, voltando para a identidade do primeiro EP ‘A Place Where I belong”, mas, também, queríamos encorpar mais o som, ai o Luiz [Gustavo] fez um trabalho estupendo com os arranjos de teclado que acabou dando uma vida e uma sonoridade bem forte. Kevem [Willian] e Liniker [Moura] também foram essenciais neste trabalho, seja nas sugestões, como executando as músicas, nos vocais, baixos e percussões”, avalia João Jardel.

Com o lançamento de “Ritual” previsto para junho, a Poison or Medicine trabalha na divulgação do material e de um videoclipe para a música “Whispering”. Porém, após essa etapa, o grupo deve buscar novos projetos.

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Faixa a faixa de “Ritual” por João Jardel, vocalista e compositor da Poison or Medicine:

“‘Suicide’ foi uma letra que escrevi há algum tempo para falar um pouco do clima da cidade, as impressões que ela me transmite e um pouco deste lance meio Drummondiano melancólico de ver o espaço urbano. Eu tirei algumas referências de escrita desta letra em “NYC” do Interpol, o jeito que eles retratam a cidade, um pouco da angústia e da nostalgia”;

“‘Whispering’ foi a primeira letra que eu escrevi para este trabalho especificamente. E ela transmite um pouco da intenção de deixar os ‘demônios’, ‘fantasmas’ e ‘neuras’ no passado e tentar viver o presente, um dia de cada vez, sem grandes expectativas, mas de forma mais leve, entendendo que as cicatrizes estão ali e a gente precisa conviver com elas”;

“‘Portraits’ ia entrar no ‘1985’, foi a primeira letra que eu escrevi para aquele álbum e eu mexi nela diversas vezes até eu encontrar algo que coubesse na identidade musical deste álbum e das letras. É a minha letra predileta do EP, porque ela retrata muito uma saída que eu encontrei para os momentos piores: meus amigos. É uma forma de homenagear as pessoas que participam da minha vida, porque é pra elas que eu faço minha música”;

“‘Fate’ foi a última música que fizemos e é sobre entender que as coisas acontecem e não tem muito o que se fazer, além de tentar lidar com os problemas e seguir em frente. Eu quis prestar uma homenagem, musicalmente falando, ao Ian Mackye do Fugazi, porque ela é simples, rápida e direta como ‘I’m so Tired’ e ao Eddie Vedder, que é uma das grandes inspirações que eu tenho, por isso o ukulele nela”;

“Tem mais duas músicas que ainda não foram divulgadas: ‘Dope’, que conta com participação do João Prado aka Ogoin e foi a última composição que eu fiz com o Victor Seara [guitarrista]. É uma letra mais densa e antiga. É uma sobra dos tempos da Curved [antiga banda de João Jardel], por isso tem essa conotação. A última música é ‘Taste’, que antes se chamava ‘Ritual’ e é uma música que fala sobre se livrar de culpas e coisas do passado. Ela ia entrar no ‘1985’ também, mas ficou meio sem sentido na época”.

Escute a música “Whispering” que estará no EP “Ritual”:

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