Em 2016 o “Malabarista do Caos” ganha as ruas, mas antecipamos a capa e uma música inédita do disco

Dois anos depois do seu disco de estreia, “Eu só Volto com a Vitória” (2013), Thiago Martins, o Skp, se prepara para lançar o seu segundo álbum solo. Intitulado “Malabarista do Caos”, o novo álbum mostra um rapper mais maduro e seguro de seu trabalho, mas sem deixar de lado as letras reflexivas e carregadas de conteúdo, que já se tornaram marca registrada desse artista natural de Itabira, Minas Gerais.

A previsão é de que “Malabarista do Caos” chegue às ruas no início de 2016 e a sua estreia deve acontecer na terra natal do rapper. O disco conta com 17 canções, sendo que 12 delas ainda são inéditas. Mas o Trem das Gerais irá reduzir esse número: ao fim da matéria o leitor pode conferir em primeira mão uma das composições que fazem parte desse trabalho. Outras cinco músicas já foram apresentadas ao público durante o ano. Inicialmente apenas o CD será comercializado, mas após atingir a venda de 500 unidades será aberto para download gratuito.

A mixagem e masterização foram feitas na Casa 1 Produtora, em São Paulo, com a supervisão do produtor musical Léo Cunha. O trabalho ainda reuniu beatmakers de várias partes do país: Diogo Ogo (SP), Neguim Beats (GO) Drinbeats (SP), Kaa.ddu (SC), Midjey (PR) e PabloGBeats (MG) assinam as batidas do álbum, que também conta com a participação do grupo Napalm (GO), do rapper Thestrow (CwB) e dos DJs Pow (SP) e Giffoni (MG).

Diante desse time e do tempo de produção, Thiago Skp considera o “Malabarista do Caos” o seu álbum mais sólido. Nesse trabalho pôde sentir a evolução da sua escrita e acrescentar elementos que, de alguma forma, sentiu falta no seu disco de estreia. Parte disso se deve à experiência e maturidade que vem adquirindo na sua carreira, mas, talvez, também aconteça devido à mudança no seu processo de gravação. O rapper, durante a produção do disco, cortou durante meses alguns elementos da sua rotina, como bebidas alcoólicas, por considerar que essas substâncias pudessem alterar a execução desse trabalho. Assim, pôde se concentrar 100% da sua energia no álbum, num processo “sem interferência externa, feito de dentro pra fora”.

“No primeiro [disco]tiveram alguns detalhes que me incomodavam, como a falta de alguns elementos, algumas coisas na escrita. Nesse agora eu fiz um processo diferente para gravar e fiquei um tempo só pensando no disco. Foi a segunda vez na minha vida que eu chorei de felicidade ao ouvir as músicas gravadas. Achei muito diferente do primeiro. O primeiro sempre vai ter o seu valor e o seu lugar, mas esse eu senti diferente, mais sólido e mais completo”, avalia Thiago Skp.

O “Malabarista do Caos” conta, ainda, com uma produção gráfica especial. A capa do disco é resultado de uma parceria entre o grafiteiro paulista Sipros – que também foi responsável pela capa do primeiro álbum do Skp – e o fotógrafo mineiro Márcio Oliveira. Tudo para compor o Pierrot que retrata não só a imagem desse malabarista do caos, mas um pouco das mensagens e reflexões que marcam os novos versos do rapper.

Para fazer essa arte foi necessário caracterizar Thiago Skp como o pierrot. Um processo que envolveu maquiagem, figurino e… coquetel molotov! O personagem foi fotografado por Márcio Oliveira, que enviou as imagens para o Sipros, que as transformou em um grafite – que estará impresso na capa de cada álbum. A construção gráfica ainda teve a participação do Ed-Mun, que fez toda a arte restante, indo das tags aos 3ds.

“Numa das músicas do disco, a ‘Malabarista do Caos’, eu abordo alguns temas desse caos e falo de quando eu recebi uma ameaça para não gravar a (música) ‘Fé de Papel’. Ouvindo ela achei uma música com um contexto muito pessoal e à identidade do disco. Quando você tem um nome em mente fica mais fácil de criar a arte, então pensei num pierrot fazendo malabarismo com coquetel molotov, que é essa coisa de guerra, bem caótico mesmo. Acho que representa bem o equilíbrio no meio dessa coisa tensa”, explica Thiago Skp.

O rapper recebeu as ameaças depois de escrever uma letra em que trata as pessoas que se utilizam da fé para extorquir os outros. Na época, recebeu uma ligação dizendo que se ele gravasse “Fé de Papel” seria morto. A canção já havia sido apresentada em shows em São Paulo, Belo Horizonte, Curitiba dentre outros lugares. Skp, então, recebeu um convite da Rap Box para gravar e decidiu registrar essa sua letra. E as ameaças nunca deixaram de ser ameaças. “Meu compromisso não é com o que eles pensam ou que eles gostam, mas com a verdade. Eu tive a oportunidade de gravar no Rap Box, que dá visibilidade nacional, e gravei e sigo forte. Uma ameaça não pode nos parar”, dispara.

Com a proximidade do lançamento do “Malabarista do Caos”, Thiago Skp começa a se voltar para outros projetos, que prometem deixar 2016 um ano movimentado. O ano começará dedicado ao novo trabalho, mas, à medida que os meses prosseguirem, algumas surpresas devem aparecer como um disco gravado em parceria com Diogo Ogo e outro ao lado de Drinbeats.

“Da mesma forma que a gente produz, a gente não gosta de ficar guardando aquilo. Além do game tem a missão que é compartilhar, externar aquilo que a gente sente. Queremos colocar na rua o quanto antes, mas não queremos amontoar de fluxo e informação, queimar etapas. Então pensar agora no ‘Malabarista do Caos’, dar para as pessoas o máximo dele e quando a gente sentir que a mensagem dele chegou onde tinha que chegar lançaremos outros”, destaca Skp.

Enquanto o “Malabarista do Caos” não é lançado, confira como foi a produção da arte de capa do álbum:

E escute em primeira mão a música “Não Canto o que Querem Ouvir” que faz parte do novo trabalho de Thiago Skp:

Acesse as redes sociais do Thiago Skp:
Site: 
www.thiagoskp.com.br
Facebook:
Página oficial
Canal no Youtube: Thiago Skp

Conheça também o trabalho do grafiteiro Sipros clicando aqui.

 

Comentários

A profissão é jornalista. A diversão é um livro. Mas também pode ser um filme ou uma série. O esporte é futebol - desde que acompanhado do sofá da sala. O universo digital exerce grande interesse. Não dispensa uma xícara de café ou um copinho de cerveja.