Edição de estreia do Prêmio de Cultura Urbana de Periferia – Canela Fina – já tem os seus vencedores

Já está no ar o resultado do primeiro Prêmio de Cultura Urbana de Periferia – Canela Fina. Promovido pelo Governo de Minas Gerais, por meio da Secretaria de Estado de Cultura (SEC), o edital visa à valorização, divulgação e estímulo à produção dos segmentos da cultura hip hop nas periferias, contemplando projetos ou ações já executadas ou em execução.

O valor total da premiação é de R$ 280 mil, divididos nas categorias MC, DJ, dança e graffiti. Foram 72 projetos inscritos e 28 propostas premiadas, cada uma delas irá receber o valor de R$ 10 mil. A lista com os contemplados está disponível aqui.

Dentre os vencedores, na categoria MC está o rapper Lord Pow MX. Presente no cenário de hip hop da capital mineira desde o início dos anos 90, o artista lançou seu primeiro álbum, intitulado “O poder do Riddin”, em 2015 e atualmente trabalha novas composições para o próximo lançamento, “O poder Riddin Vol.2”.

Nome em ascensão no cenário belo-horizontino, Tamara Franklin também foi premiada na categoria MC. A mineira de Ribeirão das Neves gravou e lançou seu primeiro álbum, que leva o nome de “Anônima”, de forma independente em 2015 e de lá pra cá vem participando de festivais importantes, como o FAN, o CineOP e o Eletronika.

A proposta Battle Skill, de Uberlândia, município do Triângulo Norte, foi uma das aprovadas na categoria dança.  O projeto promove eventos de batalhas entre B.boys e B.girls, reunindo nomes de peso do cenário e a nova geração do Breaking. Na categoria DJ, um dos premiados foi o DJ Sense, que é o criador do selo independente Cabulosidade Beats e atua há 16 anos na cena local e nacional. Sense é professor na escola Djs Widemuzik e Dj locutor na rádio Nação Zulu.

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O Projeto Arte Favela teve nota mais alta da categoria graffiti .

Com a nota mais alta da categoria graffiti, o Projeto Arte Favela, fundado por Hely Costa, se inspira na memória da cultura mineira, principalmente das regiões de Diamantina e do Vale do Jequitinhonha, para criar sua produção. O uso variado de cores, ilustrações realistas de crianças e a utilização de adornos do congado mineiro são parte da linguagem utilizada pelo projeto para transmitir sua mensagem. Os trabalhos vinculados ao Arte Favela estão espalhados pela capital mineira e podem ser vistos em Centros Culturais, comunidades e viadutos da cidade.

Prêmio

O Prêmio de Cultura Urbana de Periferia – Canela Fina busca difundir, aprimorar e consolidar a noção de cultura urbana de periferia, que vêm redimensionando tanto suas identidades étnicas quanto as representações sobre o próprio contexto onde vivem.

O nome do edital é uma homenagem a Anderson Luiz de Paula, mais conhecido como MC Canela Fina, que foi integrante do Retrato Radical, grupo referência do rap mineiro, com o qual gravou três discos: “Seja Mais Um” (1995), “O Barril Explodiu” (2000) e “Homem Bomba” (2010).

Além disso, integrou em 1997 o grupo Black Soul, com o qual gravou o álbum “Patriamada”, o primeiro CD de rap mineiro lançado por gravadora e com distribuição nacional. O disco saiu pelo selo Atração Fonográfica, que na época tinha artistas como Bezerra da Silva, Beto Barbosa e 509-E.

MC Canela Fina está entre os rappers com o maior número de registros fonográficos da capital, sendo que o primeiro álbum do rapper foi produzido em vinil pelo DJ A Coisa e lançado pelo selo local “Black White Discos”. Canela Fina, ou Black, como muitos o chamavam, foi um MC habilidoso e um letrista versátil, considerado um dos melhores letristas do rap nacional.

*Com informações da Agência Minas.

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