Dramaturgia brasileira perde o diretor Jorge Fernando

O ator e diretor Jorge Fernando, considerado uma dos revolucionários da forma de se fazer TV no Brasil, morreu neste domingo, 27 de outubro, aos 64 anos. No fim da tarde, ele deu entrada no Hospital CopaStar, em Copacabana, Zona Sul do Rio de Janeiro, onde permaneceu internado. Em nota oficial, a unidade informou que a causa da morte foi uma parada cardíaca em decorrência de uma dissecção de aorta completa.

Parte importante da hierarquia da dramaturgia da TV Globo, onde cmeçou a trabalhar em 1978, Jorge Fernando esteve à frente de 34 produções e dirigiu sucessos como as novelas “Rainha da Sucata” (1990) e “Alma Gêmea” (2005). Seu último trabalho como diretor e ator foi na novela “Verão 90”, exibida na faixa das 19h. esse ano. ele voltava à televisão após dois anos se recuperando de um AVC.

Ator, diretor, escritor e humorista, Jorge Fernando era tido como um artista completo. Estreou como ator em 1978, no seriado “Ciranda, Cirandinha”. Na década de 1980 trabalhou em várias produções, mas foi quando descobriu o outro lado das câmeras, como diretor, que encontrou sua verdadeira paixão.

Desde então, dirigiu novelas, minisséries e seriados. A estreia na direção foi em “Coração alado” (1980), de Janete Clair (1925-1983). Entre seus sucessos mais marcantes está a 1ª versão da novela “Guerra dos sexos” (1983), que tinha como protagonistas Fernanda Montenegro e Paulo Autran (1922-2007). Por seu trabalho na trama, Jorge Fernando foi premiado pela Associação Paulista de Críticos de Arte como o melhor diretor ao lado de Guel Arraes.

Na década de 1990, muitas uma lista longa de novelas dirigidas por ele marcaram a televisão brasileira. Entre as que fizeram o público ficar grudado na telinha estão “Rainha da sucata”,  “Vamp” (1991), “Deus nos acuda” (1992) e “A próxima vítima” (1995).

Jorge Fernando também fez história no humor estando à frente do “Sai de baixo” (1996) que levou o teatro de volta à TV e obrigou muita gente a dormir mais tarde nos domingos.

Seu currículo de sucessos inclui a novela “Alma gêmea”, uma das novelas das 18h com melhor média de audiência da história da Globo; o seriado “Macho Man”; o espetáculo no musical “Não Fuja da Raia”, estralado por Cláudia Raia;  seu monólogo “Boom”, em que ele cantou, dançou e deu vida a vários personagens; e a peça autobiográfica “Salve Jorge”.

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