Deu Brasil em Cannes! Confira quem foi que ganhou!

Definido por seu realizador, o cearense Karim Aïnouz, como um “melodrama tropical”, “A Vida Invisível de Eurídice Gusmão”, adaptação para o cinema do livro homônimo de Martha Batalha sobre duas irmãs no Rio de Janeiro dos anos 1950, foi premiado no 72º Festival de Cannes: conquistou o prêmio no encerramento da mostra Un Certain Regard.

Uma das vitrines mais importantes do evento, essa mostra paralela à disputa pela Palma de Ouro exibiu o longa-metragem – que tem Fernanda Montenegro em seu elenco – na última segunda-feira, 20 de maio. Desde então foram só elogios para ele, e nas mais variadas línguas. No comando do time de jurados, a cineasta libanesa Nadine Labaki (indicada ao Oscar em janeiro com “Cafarnaum”) encantou-se com a saga de Eurídice (Carol Duarte) e Guida (Júlia Stockler). Ambas saíram da projeção de Cannes cobertas de elogios.

“A gente não se conhecia antes das filmagens, mas entendemos, de cara, que para essa história funcionar, a gente precisava se respeitar muito”, disse Júlia Stockler, lembrando que Karim tem um set silencioso, onde ninguém usa celular e o elenco é chamado pelo nome de seus personagens. “Eurídice é uma personagem que pouco verbaliza: ela não fala, ela traduz sua angústia no olhar”, disse Carol Duarte ao falar de sua personagem, uma virtuosa pianista que passa décadas buscando o paradeiro da irmã.

Além de laurear Karim & cia. do Brasil, Nadine concedeu ainda os prêmios de melhor roteiro e direção para Kantemir Balagov (“Beanpole”). Na categoria de interpretação, venceu Chiara Mastroianni (“Chambre 212”). Houve ainda uma láurea especial para “Liberté”, de Alberr Serra.

Neste sábado, 25 de maio, será entregue a Palma de Ouro e prêmios paralelos votados anualmente pela Federação Internacional de Imprensa Cinematográfica (Fipresci). O cinema nacional continua no páreo do júri oficial, presidido pelo diretor mexicano Alejandro González Iñarritu (de “Birdman”), com um par de longas: “Bacurau”, de Juliano Dornelles e Kleber Mendonça Filho; e “O Traidor”, do italiano Marco Bellocchio, com Maria Fernanda Cândido.

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