Desenhistas brasileiros concorrem ao Oscar dos quadrinhos

O Eisner é o prêmio que celebra os maiores artistas dos quadrinhos no mundo. E há alguns anos os ilustradores brasileiros têm se destacado. Depois de 2018, quando “Cumbe”, de Marcelo D’Salete, levou o troféu da categoria melhor edição americana de material estrangeiro, os brasileiros estão de novo no páreo. Este ano, serão cinco, concorrendo em três categorias. Os vencedores serão conhecidos ainda nessa sexta-feira, em San Diego, na Califórnia, durante a convenção de cultura pop Comic-con.

Indicada na categoria melhor edição única, “A terrível Elizabeth Dumn contra os diabos de terno” foi criada em 2013 pelo artista gráfico capixaba Arabson Assis para responder a um edital público — era seu primeiro trabalho com quadrinhos. Três anos depois, a obra foi lançada em preto e branco pelo IHQ (sigla de Instituto dos Quadrinhos). Ano passado, a história da garota rebelde prometida ao demônio ganhou cores na edição americana, da Image.

A edição americana da Boom Studios! para “Pétalas”, de Gustavo Borges (desenhos) e Cris Peter (colorista), está indicada na categoria melhor publicação infantil para crianças até 8 anos. A fábula contada só com imagens saiu no Brasil em 2015, pela Marsupial Editora, graças a um crowdfunding no qual os artistas pediram R$ 5 mil e receberam R$ 53 mil.

Pela festejada “The immortal Hulk”, da Marvel, indicada a melhor série regular, concorrem, além do roteirista americano Al Ewing, os brasileiros Joe Bennett e Ruy José. Bennett, nascido há 51 anos em Belém como Benedito José Nascimento, trabalhou também na DC em títulos como “Aves de Rapina”, “Gavião Negro” e a minissérie “52”, além de ter feito a versão em quadrinhos da série de TV “Arrow”. O arte-finalista Ruy José atua no mercado internacional há 15 anos e também já colaborou com as duas gigantes Marvel e DC, incluindo títulos como “Superman” e “Hulk”.

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