Depois da Igreja do Rosário, Prefeitura de Itabira pretende restaurar outros edifícios históricos

Em abril, a Prefeitura Municipal de Itabira (PMI) – em uma parceria com a Diocese de Itabira e Coronel Fabriciano, Paróquia Nossa Senhora do Rosário e comunidade – deu início às obras de restauração da Igreja Nossa Senhora do Rosário dos Pretos, a “Igrejinha do Rosário”, um dos principais patrimônios históricos da cidade. A intervenção se aproxima do fim e o espaço será entregue ao público na segunda-feira, 17 de julho, às 18h, em solenidade que integra a programação do 43º Festival de Inverno de Itabira.

Para marcar a reabertura da Igrejinha do Rosário, a Fundação Cultural Carlos Drummond de Andrade (FCCDA), organizadora do Festival de Inverno, juntamente com a Diocese, promove procissão com Guardas de Marujos, missa com apresentação do Coral da FCCDA e da Orquestra de Câmara da Escola Livre de Música de Itabira.

Porém, o resgate do patrimônio histórico de Itabira não deve parar por aí. O prefeito Ronaldo Magalhães Lage (PTB), durante entrevista coletiva de lançamento do Festival de Inverno, afirmou que a PMI pretende restaurar e reformar outros imóveis importantes para a cultura itabirana. Segundo ele, Fazenda do Pontal, Museu do Ferro, Museu do Tropeiro, Casa de Drummond e o antigo hospital devem passar por alguma intervenção estrutural e estética.

“Começamos pela Igrejinha do Rosário por ser mais urgente e com algum risco em sua parede lateral. Nós, juntamente com Diocese, a comunidade e a Paróquia Nossa Senhora do Rosário, conseguimos realizar a obra de revitalização com toda a beleza que o prédio possui”, afirmou Ronaldo Magalhães.

Recursos

Apesar de enfrentar uma crise econômica que vem limitando o orçamento municipal, Ronaldo Magalhães garante que há fonte de recursos para o custeio das obras de revitalização do patrimônio histórico de Itabira. Atualmente, parte dos recursos arrecadados com o Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) devem ser usados neste tipo de obra.

Essa verba pode ser aplicada na restauração tanto de imóveis públicos quanto particulares. Para que um espaço possa ser revitalizado com recursos do município, é necessária aprovação do Conselho Consultivo Municipal do Patrimônio Histórico e Artístico de Itabira (Comphai). Do total arrecadado com o ICMS, de 1% a 1,5% podem ser destinados para projetos de recuperação do patrimônio histórico.

“Dentro do ICMS existem os valores a serem repassados [para diversas áreas], inclusive para o patrimônio histórico, e isso foi criado no meu primeiro mandato como prefeito [de Itabira], e nós vamos trabalhar nesse resgate, inclusive existe um conselho próprio para autorizar esses repasses. Parte dos recursos vindos do ICMS serão aplicados no nosso patrimônio histórico”, garante Ronaldo Magalhães.

De acordo com o prefeito, os locais que apresentarem mais urgência serão contemplados primeiro. Porém, ainda não existe um levantamento da PMI sobre a quantidade de imóveis históricos que necessitam de intervenções e nem do custo total para a execução dessas obras.

LEIA MAIS

 

Comentários

A profissão é jornalista. A diversão é um livro. Mas também pode ser um filme ou uma série. O esporte é futebol - desde que acompanhado do sofá da sala. O universo digital exerce grande interesse. Não dispensa uma xícara de café ou um copinho de cerveja.