Corporação Musical Santa Cecília: cem anos de contribuição para uma Itabira musical

Nascida do ouro e construída no minério de ferro, Itabira é uma cidade marcada pela sua importância econômica, seja nas atividades extrativistas quanto na manufatura e comércio. Porém, o seu grande brilho reside em sua capacidade cultural: ano após ano demonstra que, aqui, a veia artística pulsa com força. Se o grande destaque vem pelas palavras de Carlos Drummond de Andrade, a sua afirmação parte das inúmeras manifestações culturais que ora surgem ora atravessam o século.

Criada em 16 de outubro de 1919, a Corporação Musical Santa Cecília é um exemplo da exuberância artística da mineira Itabira. O grupo foi fundado por uma família de operários empregados da então Companhia Vale do Rio Doce — atualmente nomeada Vale — e, inicialmente, se dedicou às apresentações nas festividades da Igreja de Nossa Senhora da Saúde, localizada no centro da cidade.

Porém, as notas da Banda Santa Cecília logo ganharam a cidade e se espalharam também pelos bailes e festas de Carnaval, celebrações de feriados e datas comemorativas, assim como outros eventos locais. Dentre eles podemos destacar:

  • em 14 de janeiro de 1976 tocou, como convidada da atual Vale S.A., na inauguração da Fábrica de Pelotização de Minério – Itabrasco, no Espírito Santo. Na oportunidade, estava presente o Presidente do Brasil da época, General Ernesto Geisel;
  • em 20 de outubro de 2009, quando completava 90 anos, recebeu moção de aplausos pela Câmara Municipal de Itabira;
  • em 30 de abril de 2011 recebeu certificado de Honra ao Mérito pelo Sindicato Metabase de Itabira.

A Corporação Musical Santa Cecília também é registrada como Patrimônio Cultural Imaterial de Itabira, sendo uma das mais antigas manifestações culturais locais e a única banda em Itabira que, desde a sua criação, segue com suas atividades ininterruptamente.

Agora, em 16 de outubro de 2019, chega ao seu centenário.

*Fonte: Fundação Cultural Carlos Drummond de Andrade.

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