Confira a programação das lives do projeto #EMCASACOMSESC

Com transmissões que acontecem pelo YouTube e Instagram, Sesc-SP tem mantido uma intensa programação semanal de atividades artístico-culturais. Confira a seguir os próximos eventos programados para o projeto #EMCASACOMSES:

Série “Ideias”:

Com o objetivo de incentivar a reflexão no contexto desafiador em que nos encontramos, a série “Ideias”, promovida pelo Sesc São Paulo por intermédio de seu Centro de Pesquisa e Formação (CPF), traz a transmissão ao vivo de debates sobre as principais questões que tencionam a agenda sociocultural e educativa atual. Sempre às 16h, as conferências acontecem pelo canal do YouTube do Sesc São Paulo, com participação do público e tradução simultânea para a Língua Brasileira de Sinais (Libras).

A série “Ideias” trata de assuntos diversos, por meio de debates que vão abordar o centenário de Clarice Lispector – As adaptações literárias da obra de Clarice Lispector para o audiovisual, na quinta-feira, 10 de dezembro, e de inclusão e transformação social, no sábado, 12 de dezembro, encerrando a programação da semana. Para mais informações sobre as mesas e seus participantes, consulte a programação abaixo. As mesas de debates acontecem sempre às 16h.

Série “Música”:

No ar há sete meses, a programação da série “Música” dá início ao último mês do ano com shows transmitidos direto das unidades do Sesc na capital paulista, intercalados com lives realizadas na casa dos artistas ou em estúdios de trabalho, sem a presença de público no local e seguindo todos os protocolos de segurança. O modelo híbrido, implementado em outubro, faz parte da retomada parcial e gradativa das atividades do Sesc, permitindo o encontro com artistas de outros estados ou pertencentes ao grupo de risco do coronavírus, e ao mesmo tempo estimulando o setor cultural ao abrir os palcos de suas unidades.

Na quinta-feira, 10 de dezembro, às 19h, diretamente de Salvador, Bahia, é a vez do compositor, cantor e instrumentista Tiganá Santana (voz e guitarra) mostrar músicas de seu mais recente álbum, “Vida-Código” (2019), e de seus discos anteriores “Maçalê” (2010), “The Invention of Colour” (2012) e “Tempo & Magma” (2015) – a exemplo de “Não Vás, Preta”, “Le Mali Chez La Carte Invisible”, “Encarnações em Kodya” e “Disu Ye Mvula” -, acompanhado pelos músicos Sebastian Notini (percussão) e Ldson Galter (contrabaixo acústico). O trio pretende introduzir o público em um universo poético-sonoro a evocar diferentes nuanças, realidades e possibilidades sonoras.

Série “Teatro”:

No ar há seis meses, a programação da série “Teatro” dá início ao último mês do ano com a transmissão de espetáculos direto das unidades do Sesc na capital paulista, intercalados com lives realizadas na casa dos artistas ou em estúdios de trabalho, sem a presença de público no local e seguindo todos os protocolos de segurança. O modelo híbrido, implementado em outubro, faz parte da retomada parcial e gradativa das atividades do Sesc, permitindo o encontro com artistas de outros estados ou pertencentes ao grupo de risco do coronavírus, e ao mesmo tempo estimulando o setor cultural ao abrir os palcos de suas unidades.

Na sexta-feira, 11 de dezembro, às 21h, a Cia do Tijolo sobe ao palco do Sesc Ipiranga com o espetáculo “O Avesso do Claustro”. Com direção de Dinho Lima Flor e de Rodrigo Mercadante, a obra presta homenagem a Dom Helder Câmara (1909-99), indicado quatro vezes ao Nobel da Paz e defensor dos direitos humanos no Brasil. Três personagens se juntam para visitar e fazer perguntas ao arcebispo emérito de Olinda e de Recife (PE). Ora concordando, ora discordando das ideias do chamado “Bispo Vermelho”, se permitem ouvir de novo sua voz. A companhia destaca o papel de Dom Helder na construção do pensamento de esquerda na América Latina, no incentivo às comunidades eclesiais de base e nas políticas de emancipação dos excluídos, num espetáculo que participou do festival Mirada (2016) e fez temporada no Sesc Pompéia neste mesmo ano. Com elenco formado por Dinho Lima Flor, Flávio Barollo, Karen Menatti, Lilian de Lima e Rodrigo Mercadante e pelos musicistas Clara Kok, Eva Figueiredo, Leandro Goulart e Maurício Damasceno . Classificação: 12 anos.

No domingo, 13 de dezembro, às 21h, o ator Chico Díaz apresenta o monólogo “A Lua Vem da Ásia” direto de sua casa, no Rio de Janeiro. A montagem, adaptação para teatro feita por Diaz para o romance de Campos de Carvalho (1916-98), tem a loucura como tema central e retrata o diário de um homem hospedado em um hotel de luxo – ou talvez em um campo de concentração ou em um manicômio. O personagem mistura lembranças e alucinações de sua passagem por diversos países, num mundo governado pelo absurdo, mas próximo da nossa normalidade cotidiana. Uma obra surrealista, iconoclasta e carregada de humor ácido. A direção é de Moacir Chaves. Classificação: 14 anos.

Série “Dança”:

No ar há cinco meses, a programação da série “Dança” dá início ao último mês do ano, com a transmissão dos espetáculos direto das unidades do Sesc na capital paulista, intercalados com lives realizadas na casa dos artistas ou em estúdios de trabalho, sem a presença de público no local e seguindo todos os protocolos de segurança. O modelo híbrido, implementado em outubro, faz parte da retomada parcial e gradativa das atividades do Sesc, permitindo o encontro com artistas de outros estados ou pertencentes ao grupo de risco do coronavírus. Ao mesmo tempo, estimula o setor cultural ao abrir os palcos de suas unidades.

Na quinta-feira, 10 de dezembro, às 21h, é a vez da Cia Jovem de Dança de Jundiaí mostrar “Entre O Corpo e O Azul” direto do palco do Sesc 24 de Maio. O limite foi a premissa para nortear a obra, que conta com coreografia de Henrique Rodovalho e direção de Alex Soares. Onde começa o corpo e termina no movimento? Onde este movimento começa e finaliza no espaço? A partir dessas e outras perguntas, um corpo que se movimenta, se expressa e acontece em espaços delimitados foi se desenvolvendo. Com trilha sonora que inclui trechos de músicas da cantora e compositora Alcione, surgem relações e percepções mais humanas e sensíveis, expondo as possibilidades do acontecer e do fazer sentir entre o corpo, o movimento, o espaço e o azul. Com Bruna Vicente, Caroline Rodrigues, Daniela Corrêa, Fernando Ramos, Jonatas Santana, Lucas Pardin, Luiz Prestes e Raquel Gattermeier. Classificação: 14 anos.

Série “Cinema”:

A série Cinema #EmCasaComSesc, realizada pelo Sesc São Paulo há mais de cinco meses e com mais de 900 mil visualizações, disponibiliza gratuitamente ao público novos filmes em streaming pela plataforma do Sesc Digital. Na quinta-feira, 10 de dezembro, a série estreia a 21ª Retrospectiva do Cinema Brasileiro, com títulos lançados nos cinemas no último ano, entre os quais Alice Júnior, Diz A Ela Que Me Viu Chorar, Meu Amigo Fela, Nóis Por Nóis e Vaga Carne. Uma mostra em homenagem ao diretor Leon Hirszman também integra o evento. Além da programação especial de filmes brasileiros, a série Cinema #EmCasaComSesc exibe os documentários “Eu Não Sou Seu Negro” e “Bakosó – Afrobeats de Cuba” e a ficção “Olhe Pra mim”, pelo Cine África. A semana traz ainda a estreia das obras do 15º Festival de Cinema Latino-Americano de São Paulo, que este ano acontece de forma online e totalmente gratuita.

A 21ª Retrospectiva do Cinema Brasileiro reúne uma seleção da produção nacional lançada comercialmente entre novembro de 2019 e outubro de 2020 na cidade de São Paulo. Desde sua primeira edição, no ano 2000, a Retrospectiva busca dar visibilidade à produção cinematográfica brasileira contemporânea por meio de um recorte que procura refletir a diversidade de estilos, vozes e linguagens. Este ano, em função da pandemia de coronavírus (covid-19), o CineSesc apresenta uma edição mais enxuta, exclusivamente online e gratuita na plataforma do Sesc Digital, onde serão exibidos 20 filmes, sendo 10 longas-metragens e 10 curtas-metragens. Para assistir, basta acessar sescsp.org.br/cinemaemcasa.

Os destaques da Retrospectiva ficam por conta da ficção Alice Júnior, de Gil Baroni, que traz a história de uma garota trans cercada de liberdades e mimos. Depois de se mudar com o pai para uma pequena cidade onde a escola parece ter parado no tempo, a jovem precisa sobreviver ao ensino médio e ao preconceito para conquistar seu maior desejo: dar o primeiro beijo. O filme integrou a seleção da Mostra Generation no Festival de Berlim 2020, recebeu os prêmios de Melhor Atriz para Anne Mota no Festival de Brasília (Anne foi a primeira atriz trans a receber o prêmio), Melhor Filme Brasileiro e Melhor Filme da Mostra Geração, no Festival Internacional do Rio, além dos prêmios de Melhor Filme, Melhor Atuação e Menção Especial no Festival Mix Brasil de 2019. Classificação: 12 anos.

Já no documentário Diz A Ela Que Me Viu Chorar, de Maíra Bühler, moradores de um hotel no centro de São Paulo vivem amores tumultuados por sua condição vulnerável. O edifício é parte de um programa municipal de redução de danos para usuários de crack prestes a ser extinto. Entre escadas circulares, quartos decorados, viagens de elevador e ao som das músicas do rádio, os personagens são atravessados por sentimentos de amor romântico e medo da perda. Vencedor do prêmio da crítica do Festival Internacional de Cinema do Uruguai. Classificação: 16 anos.

Outro documentário de destaque na retrospectiva é Sementes: Mulheres Pretas no Poder, dirigido por Éthel Oliveira e Júlia Mariano. Em resposta à execução de Marielle Franco, as eleições de 2018 se transformaram no maior levante político conduzido por mulheres negras que o Brasil já viu, com candidaturas em todos os estados. No Rio de Janeiro, Mônica Francisco, Rose Cipriano, Renata Souza, Jaqueline de Jesus, Tainá de Paula e Talíria Petrone se candidataram aos cargos de deputada estadual ou federal. O documentário acompanhou essas mulheres, em suas campanhas, mostrando que é possível uma nova forma de se fazer política no Brasil, transformando o luto em luta. Classificação: 14 anos.

A programação engloba, ainda, os curtas-metragens Éramos em Bando, de Marcelo Castro, Pablo Lobato e Vinícius de Souza, Inabitável, de Matheus Farias e Enock Carvalho, Rã, de Ana Flavia Cavalcanti e Julia Zakia e Perifericu, de Nay Mendl, Rosa Caldeira, Stheffany Fernanda e Vita Pereira. E pelo CineClubinho, o público poderá conferir a animação Os Under Undergrounds, O Começo, com direção de Nelson Botter Jr, que ficará disponível por sete dias. O longa conta a história de Heitor, que, após ser expulso de sua banda por não ser “cool” o bastante, cai em um bueiro e vai parar em uma cidade subterrânea muito diferente, onde encontra amigos leais e uma nova banda. Juntos, eles passarão por diversas aventuras e terão de lidar com as diferenças, superar fraquezas, resolver dramas pessoais e crises típicas da adolescência, que serão vencidas através da amizade e amor pela música.

Além da produção recente, a Retrospectiva exibe ainda uma programação de núcleo histórico em homenagem ao diretor, produtor e roteirista Leon Hirszman. Um dos fundadores do CPC – Centro Popular de Cultura, da União Nacional dos Estudantes (UNE), onde realizou seu primeiro filme, o cineasta Leon Hirszman (1937 – 1987) foi um documentarista e autor de ficção expoente do Cinema Novo. Parceiro de Augusto Boal, Gianfrancesco Guarnieri e Oduvaldo Vianna Filho, ele recebeu o Leão de Ouro do Festival de Veneza pelo filme “Eles não usam black-tie” (1981), adaptação da peça de Gianfrancesco Guarnieri. A Retrospectiva Leon Hirszman acontece de 10 de dezembro de 2020 a 09 de fevereiro de 2021. Confira a programação completa abaixo ou acesse: sescsp.org.br/leonhirszman.

Dentre as novidades da semana da série Cinema #EmCasaComSesc está o título “Eu Não Sou Seu Negro”, de Raoul Peck. O documentário, narrado por Samuel L. Jackson, constrói uma reflexão sobre como é ser negro nos Estados Unidos. Em 1979, James Baldwin (1924-1987) iniciou seu último livro, “Remember This House”, relatando as vidas e os assassinatos dos líderes ativistas Medgar Evers, Martin Luther King Jr. e Malcolm X. O manuscrito inacabado foi confiado a Peck, que combinou o material com um rico arquivo de imagens dos movimentos Direitos Civis e Black Power, conectando essas lutas históricas por justiça e igualdade com os movimentos atuais que ainda clamam os mesmos direitos. Classificação indicativa: 12 anos.

Outra sugestão é o “Bakosó – Afrobeats de Cuba”, de Eli Jacobs-Fantauzzi. O documentário segue o DJ Jigüe até sua cidade natal, Santiago de Cuba, para encontrar inspiração em novos sons. Ele acredita que o Afrobeats ajudou a criar um novo gênero, o Bakosó, num intercâmbio sonoro e cultural entre Cuba e África. O filme aborda a tecnologia, a cultura, os protagonistas e a paisagem que deu luz a este fenômeno musical de fusão cubana com o afrobeat. Classificação indicativa: Livre.

Pelo Cine África – que traz filmes de países como Burkina Faso, Camarões, Egito, Etiópia e Nigéria – estreia o título “Olhe Pra Mim”, de Néjib Belkadhi. Lotfi, um imigrante tunisiano que vive na França, é forçado a voltar à sua terra natal para cuidar de Youssef, seu filho autista de nove anos – que ele não via há sete. Ignorado pelo pequeno, Lotfi transforma sua situação em um desafio que o levará ao caminho certo para se tornar um pai de verdade. Classificação indicativa: Livre.

De 9 a 16 de dezembro, a plataforma do Sesc Digital recebe filmes exclusivos do 15º Festival de Cinema Latino-Americano de São Paulo. Este ano, a parceria entre o festival e o Sesc São Paulo – que acontece desde 2006 – resulta na disponibilização do foco especial do festival dedicado a cinematografias da América Central, de rara circulação no Brasil, na plataforma Sesc Digital. A programação reúne produções da Costa Rica, Cuba, El Salvador e Honduras. Os títulos são “A Condessa”, “Agosto”, “Apego”, “De Barlavento a Sotavento” e “Rio Sujo”. Para saber mais, acesse aqui: sescsp.org.br/festlatino.

Também dentro do festival e na plataforma Sesc Digital está a retrospectiva dedicada aos dez anos do laboratório de desenvolvimento de projetos BrLab, iniciativa criada dentro da programação do Festival de Cinema Latino-Americano de São Paulo, que traz produções da Argentina, Brasil, Costa Rica, México, Paraguai, Peru e Uruguai, que tiveram seus projetos aperfeiçoados naquele laboratório. Os títulos são “Abaixo a Gravidade”, “A Cidade dos Piratas”, “A Dança da Gazela”, “Caminho de Campanha”, “Chico Ventana Também Queria Ter Um Submarino”, “Clever”, “Matar a Um Morto”, “O Lobo Atrás da Porta”, “Sinfonia da Necrópole” e “Todos Somos Marinheiros”. Para saber mais, acesse: sescsp.org.br/festlatino.

Além das exibições de filmes, uma edição especial do projeto Cinema da Vela, do Cinesesc, também faz parte da programação. Intitulado “Do Super-8 às Plataformas Digitais – Trajetórias de Dois Realizadores Brasileiros”, o encontro inédito, que acontece às 20h do dia 10/12, ao vivo, pelo youtube.com/cinesesc, reúne os cineastas Edgard Navarro e Otto Guerra para tratar dos rumos do cinema, em bate-papo que tem a duração do tempo de queima de uma vela. A mediação é da jornalista e pesquisadora Maria do Rosário Caetano.

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