Coletivo feminino itabirano realiza live de combate ao racismo

O Coletivo “Mulheres na Praça” surgiu a partir de outro coletivo cultural itabirano, o “Tô na Praça”. Ele acontecia na Praça do Campestre e destacava a produção artística local com shows de música, palco aberto, intervenções poéticas, oficinas, artesanato, espaço para crianças, entre outras atividades. “As mulheres que frequentava esses eventos tiveram a iniciativa de criar um coletivo para pensar ações voltadas exclusivamente para elas. Isso aconteceu próximo ao Dia Internacional das Mulheres, em 2018. Criamos um grupo no whatsapp que se transformou em um espaço para discutir diversas questões”, conta Joice Rocha, integrante do coletivo.

Ela explica que o grupo atua cobrando o poder público de seus deveres para com as mulheres, mas também com comunidades das periferias e outras questões pontuais. O coletivo é aberto para qualquer mulher itabirana que queira participar por meio dos perfis do grupo no Instagram e no Facebook, porém elas já vinham sentindo a necessidade de realizar ações mais concretas.

A ideia era, ao longo do mês de março de 2020, promover atividades abordando todo tipo de temática. Mas, com a pandemia, surgiu uma necessidade de definir novas formas, online, de propor essas discussões. Assim, na próxima sexta-feira, 26 de junho, a partir 20h, no perfil do coletivo no Instagram, elas realizarão uma live que irá abordar as vivências das mulheres negras, diante desse cenário de protestos vivido nas últimas semana, em todo o mundo. “Percebemos que falta muito desse debate e desse diálogo, sobre questões raciais, em Itabira. Nós falaremos disso em alguns âmbitos como o social e o pessoal”, explica Joice Rocha.

A própria Joice será mediadora de um bate papo que contará, ainda, com a participação de Lia Andrade, militante na área de assistência social, que discorrerá sobre as vivências das mulheres negas; a estudante Júlia Soares, que falará sobre a construção da identidade das mulheres negras perante a sociedade; e a, também estudante, Isabella Carolina que abordará a solidão da mulher negra. “A gente pretende deixar elas muito livres para falarem, não queremos fazer uma entrevista guiada. Mas, os expectadores poderão fazer perguntas e participar ativamente da conversa”, detalha.

O coletivo tem a pretensão de continuar realizando esse tipo de live. A próxima já está marcada para o dia 3 de julho. “Receberemos mais mulheres negras para falarmos sobre o mercado de trabalho. Cada uma falará das áreas em que atuam. Quem quiser ficar por dentro da programação que estamos preparando, é só seguir nossos perfis”, finaliza Joice.

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Tatiana Linhares. Muitas. Jornalista. Mineira. Tatuada. Outono e primavera. Pão de queijo. Livros. Música. Revistas. Cinema. Teatro. Futebol. Cruzeiro. Viagens de carro. Areia e mar. Esmalte colorido. Cerveja gelada. Família grande. Incontáveis amores. Paixonites agudas. Saudade. Simplicidade. Palavras