Clau Vianna: pronta para ganhar o mundo

Quando ainda era uma adolescente, a cantora Clau Vianna ouviu um produtor musical dizer aos seus irmãos mais velhos: “Vamos colocar sua irmã para cantar?”. Começava ali sua carreira como cantora. “Eu tinha 16 anos. Quem me incentivou foi o Samuel Alves. Comecei a cantar no grupo de pagode Alma Gêmea, formado pelos meus irmãos Heron, que era vocalista; Ronan (Barbazul Batera) no tantan; Christiano na percussão e, por algum tempo, minha irmã Ana Carla no back vocal”, relembra Clau.

Com a família toda envolvida no meio musical, o apoio dos pais foi quase imediato. “Meu pai, no começo teve uma certa resistência. Ele se preocupava com as noites de sono perdidas e viagens longas demais. Mesmo assim, sempre tive esse suporte e apoio deles… e sou muito apoiada até hoje”, conta.

Clau explica que sempre viu a música como seu trabalho, ofício e paixão. E isso se refletiu na sua trajetória. Ao longo dos anos assumiu os vocais de bandas que fizeram muito sucesso em Itabira e região. Clau Vianna foi vocalista de bandas como Gálatas, Minas.com, Banda Cor, Banda Miragem, Sporta Brasil, Balango Doido, Woodstock, entre outras.

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Mesmo assim, quando decidiu ser mãe, se viu em uma encruzilhada. “É complicado administrar a carreira de cantora com o desejo de ter filhos e constituir família. Por isso, dei uma pausa na carreira até as coisas se normalizarem”, conta. Recentemente, mãe coruja de três filhas lindas, Clau se viu preparada a empunhar novamente um microfone. “A minha volta foi a melhor sensação do mundo! Eu não me reencontrei com a música, me reencontrei comigo mesma”, desabafa.

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Atualmente, a cantora se destaca no cenário local por interpretar sucessos do sertanejo. Mas não foi sempre assim. Falar do estilo musical que prefere cantar não é tarefa fácil. “Para as pessoas que me acompanham desde o começo, esse assunto dá até briga. Todo mundo me acha uma cantora 100% axé, mas meu coração vibra pela MPB, por exemplo”, se diverte. “Encarar o sertanejo foi um desafio pessoal. Eu sabia que ter que viver da música sertaneja e deixá-la fazer parte da minha vida seria uma dificuldade. Eu nunca escondi que sou rock’roll demais, mas graças a Deus me encantei pelo mundo sertanejo. Foi um resgate da minha infância, já que esse era o som que tocava em nossa casa quando era o meu pai quem comandava a playlist”, lembra animada.

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Para a cantora, viver bem da música é um sonho de vida. Bem-humorada, ela explica que deseja dar às filhas uma vida confortável por meio de sua carreira. “Quero vê-las mais orgulhosas que já são do meu trabalho. Quero viajar e mostrar meu trabalho a quem ainda não o conhece. Quero ser vista por quem me lance no mercado brasileiro e no internacional. Quero compra um carro para cada músico que é fiel ao meu projeto. Já pensou, hein? (risos) Eu terei que comprar um avião, porque vou vir em Itabira pra buscar meus amigos para passar comigo os finais de semana que eu estiver de folga! (risos) Graças a Deus, a gente não paga por sonhar”, brinca.

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Mas, como toda brincadeira sempre tem um fundo de verdade, Clau Vianna já começa a sentir na pele alguns impactos do reconhecimento. Nessa sexta-feira, indicada pelo vereador itabirano Rodrigo Diguerê, ela receberá a Medalha Carlos Drummond de Andrade. A honraria é entregue àquelas pessoas que se destacam no meio artístico e cultural da cidade. “Nossa, é gratificante demais! Não posso deixar de agradecer ao Rodrigo Diguerê e seu assessor, e meu amigo, Felipe Tales”.

CENÁRIO ITABIRANO E PRÓXIMOS PASSOS

Apesar de construir carreira no cenário musical itabirano, Clau Vianna não consegue se ver presa às possibilidades oferecidas na cidade. “Não dá pra pensar em desenvolver nada aqui, nem o básico. Infelizmente, em Itabira, tudo é passageiro demais. Eu poderia, talvez, viver de casamento e festa particulares, mas não seria feliz. Eu quero ganhar o mundo! Gosto do povão, de ficar horas dentro de van correndo os lugares, de levar minha música aos quatros cantos”, explica.

Realista, ela reconhece há bons cantores na cidade. Clau vê aqui um mercado com pessoas talentosas. Mas o que falta para elas decolarem? “Um amigo, uma vez, me falou que não precisamos de ajuda, precisamos de oportunidades. É uma pena, mas nossa cidade não pode nos oferecer isso”, conclui.

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Justamente por isso, Clau está buscando novas formas de criar tais oportunidades. Uma delas é investir em músicas autorias. Segundo a cantora, “algumas já estão fazendo aniversário de 2 anos! Ainda não tenho muitas. O processo para compor nos exige paz e tranquilidade, coisas que não tenho em uma casa com três garotas em plena pré-adolescência e infância”, descontrai.

EVENTOS

Outra forma que a cantora encontrou de divulgar seu trabalho é investindo na realização de eventos. Um deles acontecerá nesse sábado, dia 29, no Bar do João: o Parado no Bailão. “Estarei lá com um repertório massa, atualizado e com muito do que são minhas referências musicais. Vai ter arrocha, MPB, axé, forró… porque sem essa mistura, não seria show de Clau Vianna”, detalha.

O show terá ainda a participação da dupla Jhessy e Leslie. E, para os fãs do trabalho da cantora, Clau preparou uma surpresa. “Vou sortear dois ingressos para quem curtir e compartilhar essa entrevista!”.

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